A rede social Twitter, atualmente chamada de X, completa 20 anos de funcionamento neste sábado (21). A data é registrada pela primeira postagem pública de toda a plataforma, feita em 21 de março de 2006.
O responsável pela publicação é Jack Dorsey, cofundador (ao lado de Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass) e por anos CEO da companhia. A mensagem era a mais simples possível: “just setting up my twttr“, ou “apenas ajustando o meu twttr”, usando um dos nomes ainda iniciais do projeto.
Esse primeiro tweet ficou marcado como o início de um serviço que levou algum tempo para engrenar. Ele ainda virou um NFT anos depois, vendido inicialmente por US$ 2,9 milhões (cerca de R$ 15,3 milhões na cotação atual) e desvalorizando junto com toda essa indústria.
Já a rede social teve um destino bem diferente ao longo dos anos: ela se tornou altamente relevante para conversas rápidas na internet, interação em tempo real durante eventos históricos ou programas de TV e até no jogo político.
A plataforma foi bastante descrita inicialmente como uma espécie de praça pública de toda a internet, por permitir a reunião de pessoas diferentes em feeds próprios, a partir de hashtags e tentando colocar temas e nomes nos Trending Topics, que reunia os assuntos mais quentes do momento.
Inicialmente restrito para textos de 140 caracteres, o Twitter foi adicionando novos recursos para se adaptar às demandas da comunidade. Como exemplos, ele passou a liberar a publicação de mídias como fotos e vídeos, além da realização de transmissões ao vivo.

O próprio tamanho das mensagens, por muito tempo um ponto sensível para os usuários, foi mantido até 2017 — período em que o máximo passou a ser 280 caracteres.
A era Musk: um app para tudo
A história da rede social mudou radicalmente em outubro de 2022, quando o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, compra a plataforma por cerca de US$ 44 bilhões (R$ 233 bilhões). Ele chegou a tentar desistir da negociação mais de uma vez e ameaçou cancelar o acordo por acusações de muitas contas falsas no site, mas foi obrigado a levar a oferta adiante por medo de um eventual processo.
O empresário chamou o app de “centro digital para o futuro da civilização” e reforçou a importância dele como espaço de debates. A gestão de Musk, porém, tem sido mais lembrada por polêmicas e alterações radicais.

- O nome do serviço foi trocado para X, abandonando a antiga identidade visual e o passarinho azul como mascote;
- As contas verificadas com selo azul, então restritas a pessoas que precisavam ter a identidade confirmada, passaram a ser entregues aos assinantes das modalidades “Premium”;
- O limite de caracteres foi novamente expandido para os assinantes, que ganharam também a capacidade de editar publicações;
- Musk prometeu transformar o X em um ‘app de tudo’, com serviços até bancários que estão em fase de teste há bastante tempo;
- Ele ainda foi acusado de mexer com o algoritmo do X, fortalecendo a presença dos próprios posts na linha do tempo até de quem não o seguia, além de favorecer políticos e usuários conservadores — que por anos reclamavam que recebiam o tratamento oposto;
- A rede social ainda ganhou um chatbot que depois foi lançado de forma avulsa, o Grok. Além da linguagem mais desbocada, a IA já virou notícia por publicações de teor neonazista e permitir a criação de imagens modificadas que tiram ou alteram roupas até de menores de idade;
- Atualmente, ela faz parte da xAI, a empresa de IA de Musk, que concentra também o próprio Grok e a SpaceX.
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