A série Sherlock, produção da BBC que modernizou o clássico detetive criado por Arthur Conan Doyle, conquistou milhões de fãs ao redor do mundo desde sua estreia em 2010.
Com Benedict Cumberbatch no papel principal e Martin Freeman como Dr. John Watson, a produção trouxe uma abordagem contemporânea e inteligente para as histórias do investigador mais famoso da literatura.
Mas onde assistir Sherlock no Brasil? E será que existe alguma chance de uma quinta temporada acontecer?
Ao longo de quatro temporadas e 13 episódios, a série Sherlock se tornou um fenômeno cultural, combinando mistérios complexos, humor afiado e uma química impressionante entre os protagonistas.
A produção criada por Steven Moffat e Mark Gatiss adaptou casos clássicos de Sherlock Holmes para a Londres do século XXI, onde o detetive usa smartphones, resolve crimes pela internet e mantém um blog sobre suas investigações.
Para quem busca assistir Sherlock online ou quer revisitar os episódios, a boa notícia é que todas as temporadas estão disponíveis em plataformas de streaming no Brasil.
Já sobre a renovação para uma quinta temporada, as notícias não são tão animadoras, mas vamos explicar tudo em detalhes ao longo deste artigo.
Se você é fã de personagens complexos e atuações marcantes, vale conferir também outros papéis memoráveis de atores britânicos que deixaram sua marca na televisão.
Sherlock Holmes: uma adaptação da BBC
Sherlock é uma série britânica que reimagina as histórias de Sherlock Holmes em um contexto moderno. Criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, a produção estreou em 2010 e rapidamente se destacou pela forma criativa como transportou o detetive vitoriano para os dias atuais.
Em vez de cachimbos e carruagens, o Sherlock de Benedict Cumberbatch usa mensagens de texto, análises forenses avançadas e até redes sociais para desvendar crimes.
A proposta da série era ousada: manter a essência dos contos originais de Arthur Conan Doyle enquanto atualizava completamente o cenário e os métodos investigativos.
O resultado foi uma produção visualmente dinâmica, com textos aparecendo na tela para mostrar as deduções de Sherlock em tempo real, e episódios de 90 minutos que funcionavam como pequenos filmes.
A série Sherlock conquistou audiência global não apenas pela qualidade técnica, mas também pela profundidade emocional dos personagens.
Sherlock Holmes é retratado como um “sociopata de alto funcionamento”, como ele mesmo se define , um gênio brilhante mas emocionalmente distante, que encontra em John Watson não apenas um parceiro de investigações, mas seu único amigo verdadeiro.
Benedict Cumberbatch e Martin Freeman no sucesso da série
O elenco foi fundamental para o sucesso de Sherlock. Benedict Cumberbatch trouxe uma intensidade única ao personagem, combinando arrogância intelectual com momentos de vulnerabilidade surpreendentes.
Sua interpretação rendeu diversos prêmios, incluindo um Emmy, e catapultou sua carreira internacional. Logo depois, ele se tornaria o Doutor Estranho no universo cinematográfico da Marvel.
Martin Freeman, por sua vez, construiu um John Watson moderno e tridimensional: um veterano de guerra do Afeganistão lidando com estresse pós-traumático, que encontra propósito e adrenalina ao lado de Sherlock.
A química entre Cumberbatch e Freeman é o coração da série, e a amizade complexa entre os dois personagens é explorada com nuances ao longo das temporadas.
O elenco de apoio também merece destaque:
- Mark Gatiss, cocriador da série, interpreta Mycroft Holmes, o irmão mais velho e ainda mais inteligente de Sherlock;
- Andrew Scott roubou a cena como Jim Moriarty, o arqui-inimigo do detetive, entregando uma performance memorável e perturbadora que se tornou icônica;
- Outros nomes incluem Amanda Abbington como Mary Morstan, Louise Brealey como Molly Hooper e Una Stubbs como Mrs. Hudson.

Onde assistir Sherlock online?
Atualmente, é possível assistir todas as quatro temporadas de Sherlock no Brasil através do Prime Video e do Mercado Play. As plataformas oferecem os 13 episódios completos, incluindo o especial de Natal “The Abominable Bride”, lançado em 2016.
A série completa possui quatro temporadas, com três episódios de aproximadamente 90 minutos cada. A classificação indicativa é de 14 anos, devido a cenas de violência e temas adultos.
Para quem busca onde ver Sherlock dublado, o Prime Video oferece a opção de áudio em português brasileiro, além das legendas.
Vale lembrar que a disponibilidade de Sherlock no streaming pode variar ao longo do tempo, conforme os acordos de licenciamento mudam. Por isso, é sempre bom verificar a disponibilidade nas plataformas antes de assinar.
Atualmente, tanto o Prime Video quanto o Mercado Play são as melhores opções para maratonar a série completa.
As temporadas contam histórias clássicas de Sherlock
A primeira temporada de Sherlock, lançada em 2010, é considerada quase perfeita por críticos e fãs. Com apenas três episódios (“A Study in Pink”, “The Blind Banker” e “The Great Game”), a temporada estabeleceu o tom da série e apresentou os personagens principais de forma magistral.
“A Study in Pink” é o episódio piloto que mostra o primeiro encontro entre Sherlock e John Watson, adaptando o romance “Um Estudo em Vermelho” de Conan Doyle.
O episódio introduz uma série de suicídios misteriosos que, na verdade, são assassinatos engenhosamente disfarçados. A cena final, com o taxista assassino interpretado por Phil Davis, é um dos momentos mais tensos da série.
“The Blind Banker” explora uma trama envolvendo contrabandistas chineses e códigos cifrados, enquanto “The Great Game” apresenta Jim Moriarty pela primeira vez.
Este último episódio é particularmente memorável, com Moriarty forçando Sherlock a resolver uma série de casos sob pressão, usando reféns inocentes como motivação.
A performance de Andrew Scott na cena final da piscina é eletrizante e estabeleceu Moriarty como um dos melhores vilões da televisão moderna.
A segunda temporada, lançada em 2012, é amplamente considerada a melhor da série. “A Scandal in Belgravia” introduz Irene Adler (Lara Pulver), o único interesse romântico de Sherlock, em uma adaptação brilhante do conto “Um Escândalo na Boêmia”.
“The Hounds of Baskerville” atualiza o romance mais famoso de Conan Doyle com uma abordagem de terror psicológico, enquanto “The Reichenbach Fall” entrega um dos finais de temporada mais impactantes da televisão.
Em “The Reichenbach Fall”, Moriarty executa seu plano final para destruir a reputação de Sherlock, culminando em uma cena devastadora no telhado de um hospital.
O episódio termina com Sherlock aparentemente cometendo suicídio ao pular do prédio, enquanto John Watson assiste horrorizado. A cena final, com John chorando no túmulo de Sherlock, é um dos momentos mais emocionais da série, graças às performances de Cumberbatch e Freeman.
A terceira temporada (2014) trouxe o retorno de Sherlock após dois anos fingindo estar morto. “The Empty Hearse” lida com as consequências emocionais dessa revelação, especialmente para John.
“The Sign of Three” é um episódio mais leve, centrado no casamento de John e Mary Watson, enquanto “His Last Vow” apresenta Charles Augustus Magnussen (Lars Mikkelsen), um vilão que controla pessoas através de chantagem.
Embora a terceira temporada tenha momentos brilhantes, especialmente as sequências no “palácio mental” de Sherlock, ela começou a mostrar sinais de que a série estava priorizando desenvolvimento de personagens sobre mistérios complexos. Magnussen, apesar da ótima atuação de Mikkelsen, não conseguiu igualar o impacto de Moriarty.
A quarta e última temporada (2017) é geralmente considerada a mais fraca. “The Six Thatchers” explora o passado de Mary Watson antes de matá-la no final do episódio.
“The Lying Detective” apresenta Culverton Smith (Toby Jones), um serial killer perturbador, em um episódio que divide opiniões. “The Final Problem” revela a existência de Eurus Holmes (Sian Brooke), a irmã secreta de Sherlock, em uma reviravolta que muitos fãs consideraram exagerada.
A quarta temporada sofreu com tramas cada vez mais rebuscadas e revelações que pareciam contradizer a lógica estabelecida nas temporadas anteriores. A revelação de Eurus, em particular, foi criticada por parecer uma tentativa forçada de superar as reviravoltas anteriores da série.

Renovação para mais temporadas e adaptações recentes
O universo de Sherlock Holmes continua vivo em diversas adaptações além da série da BBC. Nos últimos anos, várias produções exploraram o detetive e seu mundo de diferentes ângulos, mostrando que o personagem criado por Arthur Conan Doyle permanece relevante mais de um século depois.
Enola Holmes (2020)
Enola Holmes, filme da Netflix estrelado por Millie Bobby Brown, apresenta a irmã mais nova de Sherlock Holmes em uma aventura própria.
A produção, baseada nos livros de Nancy Springer, mostra Enola como uma jovem detetive determinada a encontrar sua mãe desaparecida, enquanto escapa dos planos de seus irmãos mais velhos, incluindo Sherlock, interpretado por Henry Cavill.
O filme foi um sucesso de público e crítica, gerando uma sequência em 2022. A abordagem mais leve e voltada para o público jovem contrasta com o tom sério da série da BBC, mas mantém o espírito investigativo e a inteligência característica dos Holmes.
Para quem gosta de franquias que se expandem em diferentes direções, Enola Holmes é uma ótima pedida.
Sherlock Holmes (filmes com Robert Downey Jr.)
Antes da série da BBC, Robert Downey Jr. já havia revitalizado Sherlock Holmes no cinema com dois filmes dirigidos por Guy Ritchie: Sherlock Holmes (2009) e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (2011). Esses filmes apresentaram uma versão mais física e aventureira do detetive, com ênfase em cenas de ação e humor.
Jude Law interpretou John Watson como um parceiro igualmente capaz em combate, e a química entre os dois atores foi um dos pontos altos das produções.
Embora um terceiro filme tenha sido anunciado diversas vezes, o projeto permanece em desenvolvimento há anos, sem previsão concreta de lançamento.
Sherlock Holmes and the Baker Street Irregulars (2007)
Esta produção britânica para televisão ofereceu uma perspectiva diferente ao focar nos “Irregulares da Rua Baker”, um grupo de crianças de rua que Sherlock ocasionalmente contrata para ajudá-lo em investigações.
O filme, estrelado por Jonathan Pryce como Sherlock, explorou as histórias do ponto de vista desses jovens assistentes.
Sherlock (2002)
Antes da famosa série da BBC, houve um filme para televisão em 2002 chamado simplesmente Sherlock, estrelado por James D’Arcy.
Esta versão também tentou modernizar o personagem, transportando-o para a Londres contemporânea, mas não obteve o mesmo sucesso ou impacto cultural da versão posterior com Benedict Cumberbatch.
Os hiatos de Sherlock que duravam anos
Uma das características mais frustrantes e ao mesmo tempo intrigantes de Sherlock foram os longos intervalos entre as temporadas. Diferente de séries americanas que lançam episódios anualmente, Sherlock tinha hiatos que chegavam a durar anos, testando a paciência dos fãs.
Entre a primeira e a segunda temporada, houve um intervalo de dois anos (2010-2012). Entre a segunda e a terceira, o hiato foi ainda maior: três anos (2012-2014). A quarta temporada chegou em 2017, três anos após a terceira.
Esses intervalos eram resultado de diversos fatores: o formato de episódios longos que funcionavam como filmes, a agenda cada vez mais ocupada dos atores principais, e o perfeccionismo dos criadores Steven Moffat e Mark Gatiss.
Benedict Cumberbatch e Martin Freeman se tornaram estrelas globais durante a produção de Sherlock. Cumberbatch assumiu papéis em grandes produções como 12 Anos de Escravidão, O Jogo da Imitação e, claro, o Doutor Estranho da Marvel.
Freeman estrelou a trilogia O Hobbit e participou do universo Marvel como Everett Ross. Coordenar as agendas de ambos se tornou um desafio logístico significativo.
Moffat, que também era showrunner de Doctor Who na época, tinha suas próprias limitações de tempo. Essa combinação de fatores fez com que cada nova temporada de Sherlock se tornasse um evento raro e especial, mas também contribuiu para que a série nunca desenvolvesse o ritmo narrativo contínuo de outras produções.
Os hiatos também afetaram a narrativa. Questões levantadas em uma temporada só eram respondidas anos depois, e o momentum emocional de certos arcos de personagens se perdia com o tempo.
Isso foi particularmente evidente na transição da segunda para a terceira temporada, quando o mistério de como Sherlock sobreviveu à queda nunca foi completamente explicado, frustrando muitos fãs.
Quinta temporada de Sherlock? É possível?
A resposta curta é: não, uma quinta temporada de Sherlock é extremamente improvável. Tanto os atores quanto os criadores já deixaram claro que a série chegou ao fim, e as declarações mais recentes praticamente enterram qualquer esperança de retorno.
Mark Gatiss, cocriador e ator da série, foi categórico ao afirmar que Sherlock não voltará. Em entrevista ao Collider, ele questionou: “Qual seria o sentido? Nós tivemos nossa chance e acertamos em cheio com Benedict e Martin. Qual seria o sentido? Você estaria apenas fazendo de novo.”
Gatiss, que completa 60 anos em breve, disse estar comprometido com novos projetos, incluindo a série Bookish, sobre um livreiro que resolve crimes usando seu conhecimento literário.
Benedict Cumberbatch também estabeleceu uma condição praticamente impossível para retornar ao papel. Em entrevista à Variety, o ator afirmou que só voltaria a interpretar Sherlock se fosse para fazer algo “melhor do que já foi feito”.
Ele explicou que, embora sempre haja uma vontade de revisitar o personagem, uma reunião de Sherlock teria que ser a “versão superlativa” do que já fizeram.
Considerando que as duas primeiras temporadas de Sherlock são amplamente consideradas quase perfeitas, com a segunda temporada tendo 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, superar esse padrão seria uma tarefa hercúlea.
A própria quarta temporada teve apenas 54% de aprovação, mostrando como a série já havia perdido qualidade em seus últimos episódios.
Steven Moffat, cocriador da série, tem uma posição ligeiramente mais otimista, mas ainda assim realista. Em entrevista à revista SFX, ele disse que “parece loucura não fazer” uma quinta temporada, argumentando que Sherlock Holmes tem mais de cem anos e continua relevante.
“Nós faríamos de novo com prazer e espero que algum dia façamos. Parece perverso, quase arrogante, não fazer de novo. Mas não há planos concretos, nenhum mesmo”, afirmou Moffat.
O problema, segundo Moffat, é reunir “as duas grandes estrelas”. Martin Freeman já havia declarado em 2018 que filmar Sherlock “não era mais divertido” devido às expectativas dos fãs e críticos. “Não é algo para ser aproveitado. É uma coisa de ‘é melhor você fazer isso direito, senão você é um idiota’. Isso não é mais divertido”, disse Freeman na época.
Cumberbatch respondeu aos comentários do colega dizendo que era “bastante patético” se isso era tudo que era necessário para não querer continuar. A troca pública de farpas entre os dois atores principais não ajuda nas perspectivas de uma reunião.
Para quem está em busca de novas séries para assistir enquanto aceita que Sherlock não voltará, vale conferir as melhores opções em alta na Netflix ou explorar as produções de super-heróis que chegam em 2026.
E se você é fã de séries britânicas com reviravoltas e personagens complexos, não deixe de conhecer outras produções que também reinventaram seus protagonistas.
Sherlock permanece como uma das séries mais influentes da década de 2010, provando que os clássicos da literatura podem ser reinventados com criatividade e respeito ao material original.
Mesmo sem uma quinta temporada no horizonte, as quatro temporadas existentes continuam disponíveis para novos fãs descobrirem e antigos fãs revisitarem. E quem sabe? Como o próprio Sherlock diria: “O jogo nunca termina, Watson. Apenas muda de forma.”
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