Mais de 800 artistas, entre eles as atrizes Scarlett Johansson e Cate Blanchett, assinaram uma carta aberta na qual acusam empresas de inteligência artificial (IA) de “roubo”. O movimento, chamado “Stealing Isn’t Innovation” (“roubar não é inovação”, em tradução livre), critica o uso de trabalhos protegidos por direitos autorais para treinar modelos de IA sem permissão ou pagamento.
A iniciativa é organizada pela Human Artistry Campaign e tem o apoio de grupos como o sindicato de atores SAG-AFTRA. Os artistas pedem que as empresas de tecnologia parem de usar conteúdos da internet sem autorização e passem a fazer acordos de licenciamento e parcerias éticas com quem produz as obras usadas nos treinamentos.
Grupo de artistas defende que treinar IA com obras de terceiros exige permissão e pagamento
A campanha começou nesta quinta-feira (22) com anúncios no jornal New York Times e o apoio de nomes como a banda R.E.M. e o roteirista Vince Gilligan (Pluribus e Breaking Bad). O texto afirma que a produção criativa gera empregos e lucros, mas tem sido usada por empresas ricas para criar plataformas de IA sem respeitar as leis de direitos autorais.

As ferramentas de IA aprendem padrões ao consumirem grandes quantidades de dados da internet, como textos, fotos e músicas. Um caso marcante foi o de Scarlett Johansson, que em 2024 ficou indignada quando a OpenAI usou uma voz muito parecida com a dela num assistente virtual. O episódio forçou a empresa a retirar a voz do ar.
Atualmente, existem cerca de 60 processos judiciais nos EUA e outros na Europa sobre esse tema. Enquanto as empresas de tecnologia dizem que usar dados públicos é permitido por lei, os artistas afirmam que o modelo atual é injusto. Eles citam que parcerias já existem, como acordos da OpenAI com a Disney e o jornal The Guardian.
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