A Tesla deu mais um passo em sua aposta em veículos totalmente autônomos: a montadora iniciou viagens de robotáxi sem supervisão humana em Austin, no Texas. Os carros já rodavam nas ruas da cidade de forma autônoma, mas com monitores humanos ao lado.
O avanço, porém, acontece de forma limitada, com apenas alguns robotáxis operando sozinhos. Outros ainda seguem o modelo anterior.

Robotáxis sem supervisão humana
O anúncio foi feito pelo próprio dono da Tesla, Elon Musk, no X. Ele escreveu que os robotáxis começaram a operar sem nenhum monitor humano em Austin e parabenizou à equipe da empresa.
Ainda, afirmou que, se alguém tiver interesse em “resolver problemas de IA no mundo real” em direção à inteligência artificial geral, pode se juntar à equipe de IA da Tesla.
Just started Tesla Robotaxi drives in Austin with no safety monitor in the car.
Congrats to the @Tesla_AI team!
If you’re interested in solving real-world AI, which is likely to lead to AGI imo, join Tesla AI. Solving real-world AI for Optimus will be 100X harder than cars. https://t.co/OnP8gredWD
— Elon Musk (@elonmusk) January 22, 2026
Operação é limitada
Apesar do avanço, a operação ainda ocorre de forma limitada. Tanto em Austin quanto em São Francisco, os robotáxis da Tesla seguem funcionando, em sua maioria, com a presença de monitores humanos de segurança, equipados com um botão de desligamento de emergência. Em Austin, esse profissional ocupa o banco do passageiro. Já em São Francisco, fica no banco do motorista.
Os serviços sem supervisão humana não estão totalmente abertos ao público e dependem de listas de espera.
Musk defendeu que a presença humana nos robotáxis não é resultado de falhas técnicas nos carros, mas de uma postura “excessivamente cautelosa” em relação à segurança. O executivo chegou a prever que esses monitores seriam eliminados até o fim de 2025.
Na prática, rumores indicam que apenas algumas dezenas de robotáxis ‘sozinhos’ estejam em operação. Segundo Ashok Elluswamy, vice-presidente de autonomia da empresa, a estratégia inicial envolve uma frota mista: alguns veículos operam sem supervisão, enquanto a maioria ainda conta com monitores de segurança. A expectativa é que a proporção de carros totalmente autônomos aumente gradualmente ao longo do tempo.

Controvérsias nos robotáxis da Tesla
O estágio atual dos robotáxis na Tesla ainda gera controvérsia:
- Além das poucas unidades realmente autônomas em operação, os veículos já teriam se envolvido em cerca de oito acidentes em um período de cinco meses, segundo relatos do site Electrek. Isso mesmo com os supervisores humanos;
- Para entusiastas da Tesla, o movimento representa um marco tecnológico; para críticos, trata-se de uma demonstração prematura de uma capacidade que ainda não foi plenamente comprovada;
- A abordagem lembra, em parte, o caminho seguido pela Waymo, que também começou com operações restritas, monitores de segurança e acesso limitado antes de liberar totalmente o serviço. A diferença central está na escala e no histórico: a Waymo já acumulou mais de 160 milhões de quilômetros rodados com veículos totalmente autônomos e sem supervisão humana;
- A Tesla, por sua vez, afirma que seus clientes já percorreram bilhões de quilômetros usando o sistema Full Self-Driving. No entanto, esse recurso é classificado como Nível 2 de automação, o que exige atenção constante do motorista – algo que não se compara com a Waymo.
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Enquanto isso, a Waymo segue ampliando sua operação, com milhões de corridas pagas e planos de expansão para dezenas de novas cidades. Ainda assim, Musk sustenta que a Tesla tem vantagem estratégica por contar com uma frota global de veículos de clientes, que poderia, em tese, ser transformada em autônoma por meio de atualizações.
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