Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a NASA se prepara para lançar a missão Artemis 2, o primeiro voo tripulado do novo programa de exploração lunar da agência, marcando o retorno de humanos à órbita da Lua após mais de meio século – que promete proporcionar visões inéditas do satélite natural da Terra.
A tripulação é composta por quatro astronautas, sendo três da NASA e um da Agência Espacial Canadense (CSA). Eles viajarão a bordo da cápsula Orion, lançada pelo poderoso foguete Space Launch System (SLS), com o objetivo principal de dar a volta na Lua para testar todos os sistemas necessários para futuras missões de pouso.
Embora a missão Artemis 2 não envolva pouso, o voo ao redor do satélite permitirá observações únicas aos astronautas. A trajetória planejada fará a espaçonave passar por regiões pouco exploradas visualmente por seres humanos, ampliando o conhecimento direto sobre a superfície lunar.
Missão Artemis 2 terá acesso a detalhes inéditos da Lua
Uma das grandes novidades está relacionada à iluminação da Lua durante a missão. Caso o lançamento ocorra mesmo em fevereiro, como consta no cronograma (em uma janela que vai de 6 a 11), o satélite estará a poucos dias de iniciar a fase nova. Isso significa que o lado voltado para a Terra estará mais escuro, enquanto o lado oculto estará bem iluminado pelo Sol.
Nas missões Apollo, os pousos foram planejados para ocorrer com luz solar direta no lado visível da Lua. Essa escolha ajudava na segurança, mas deixava grandes áreas do lado oculto na sombra. Como resultado, muitos detalhes nunca puderam ser observados a olho nu pelos astronautas.
Com a Artemis 2, a situação será diferente. A iluminação favorável do lado oculto permitirá que a tripulação veja crateras, cadeias de montanhas e regiões profundas que raramente aparecem em imagens diretas. Será a primeira vez que humanos terão essa perspectiva privilegiada durante um voo.

Leia mais:
- Artemis 2: conheça a cápsula que vai levar astronautas para sobrevoar a Lua
- Artemis 2: saiba as diferenças entre o novo programa de exploração lunar da NASA e a era Apollo
- Artemis 2: o maior lançamento de 2026 (e dos últimos 50 anos)
Voo será marcado por recordes históricos
Além das paisagens inéditas, a missão também deve bater recordes históricos. A cápsula Orion seguirá uma trajetória que levará os astronautas mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano já esteve. O recorde atual pertence à Apollo 13, de 1970, que alcançou cerca de 400 mil km de distância do planeta.
A distância exata dependerá da posição da Lua em relação à Terra, que varia ao longo do mês. Em fevereiro, o satélite estará próximo do apogeu, o ponto mais distante do nosso planeta. Isso reforça a expectativa de um novo marco na exploração espacial humana.
Dois astronautas também vão representar marcos importantes. Christina Koch deverá se tornar a mulher que foi mais longe no espaço, enquanto Victor Glover será a primeira pessoa negra a conquistar o feito.

As imagens e observações feitas durante o voo ajudarão cientistas a entender melhor a Lua e a planejar futuras explorações. Mesmo sem pouso, a experiência visual direta é considerada valiosa para comparar dados obtidos por sondas automáticas.
No retorno à Terra, a Artemis 2 também entrará para a história pela velocidade. A cápsula Orion deverá atingir cerca de 40 mil km/h ao reentrar na atmosfera, superando o recorde estabelecido em 1969 pela missão Apollo 10.
Para a NASA, a missão é um passo essencial rumo ao retorno definitivo de humanos à superfície lunar, previsto para a Artemis 3. Enquanto isso, a Artemis 2 já se destaca por oferecer aos astronautas – e à humanidade – uma nova forma de olhar para a Lua.
O post Missão Artemis 2 promete acesso a detalhes nunca antes vistos da Lua apareceu primeiro em Olhar Digital.
