A venda do chip de inteligência artificial (IA) H200, da Nvidia, para a China ainda depende de autorização do governo chinês. É o que disse o CEO da empresa, Jensen Huang, nesta quinta-feira (29), em visita a Taiwan. Embora o governo dos Estados Unidos esteja finalizando a licença para permitir a exportação, o governo de Pequim ainda delibera se aceita a entrada desse componente no país.
Até o momento, a Nvidia não recebeu pedidos oficiais de compra vindos da China, pois as empresas locais aguardam a decisão final das autoridades. Esse movimento ocorre após o governo de Donald Trump sinalizar que o chip H200 pode ser exportado, por ser considerado uma tecnologia de geração anterior. Já modelos mais avançados continuam proibidos por questões de segurança nacional.
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O governo da China tenta equilibrar dois pratos: a demanda de suas empresas de tecnologia por chips potentes e o desejo de fortalecer sua própria indústria nacional de semicondutores. Fontes tinham dito à Reuters que gigantes como Alibaba, ByteDance e Tencent tinham recebido permissão para comprar 400 mil chips H200. Mas Huang disse que a empresa não tinha recebido essas informações.
O CEO acrescentou que, segundo seu entendimento, o governo chinês ainda estava em processo de decisão. “A licença para o H200 está sendo finalizada. E espero que o governo chinês permita que a Nvidia venda o H200, então eles precisam decidir. E estou ansioso por uma decisão favorável”, disse Huang a repórteres.
A Nvidia precisa enfrentar uma competição forte de empresas de chips da própria China. O chip H200 é muito desejado pelos clientes porque é considerado o principal para criar e rodar sistemas de IA. Em outras palavras, é uma peça-chave para grandes data centers voltados para essa tecnologia. O executivo reforçou que o produto é ideal para o mercado chinês e que há um grande interesse por parte das empresas em utilizá-lo.
Para dar conta dos pedidos, a Nvidia conta com a TSMC, sua parceira que fabrica os chips e que precisará aumentar muito sua produção nos próximos dez anos. Huang alertou que a produção futura pode exigir mais energia do que a disponível em Taiwan, mas destacou que a TSMC está expandindo suas fábricas para outros países, como os Estados Unidos, para atender ao crescimento do setor. Se a China der o sinal verde, a Nvidia pretende organizar a fabricação e entregar os chips o mais rápido possível.
(Essa matéria usou informações de Bloomberg e Reuters.)
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