A Microsoft divulgou, na última quarta-feira (28), o relatório fiscal da companhia para o segundo trimestre do atual ano fiscal, que terminou em 31 de dezembro de 2025. Os números indicam um presente já consolidado e um futuro ainda mais promissor em campos como o da inteligência artificial (IA).
No geral, a companhia está satisfeita com os resultados, que excederam também previsões do mercado. A receita teve um aumento de 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior e chegou a US$ 81,3 bilhões (mais de R$ 422 bilhões em conversão direta de moeda).
“Estamos só nas fases iniciais de difusão de IA e a Microsoft já construiu um negócio em IA que é maior do que algumas das nossas maiores marcas. Estamos elevando o patamar em todo o nosso setor de IA para entregar novos valores para nossos consumidores e parceiros”, afirmou o CEO da empresa, Satya Nadella, durante a divulgação.
Como resultado do lucro obtido, a Microsoft devolveu US$ 12,7 bilhões (R$ 65,9 bilhões) aos acionistas na forma de dividendos ou recompras de ações.
Nuvem em alta
O setor de Cloud como um todo foi responsável sozinho por gerar US$ 51,5 bilhões (R$ 267 bilhões) em receita, 26% a mais do que no fim de 2024.
- A divisão Productivity and Business Processes, que inclui tanto a nuvem para consumidores quanto o pacote de ferramentas Microsoft 365, gerou US$ 34,1 bilhões (R$ 176 bilhões) em renda e ficou levemente acima das expectativas do mercado. O Intelligent Cloud, que concentra a plataforma Azure, teve renda de US$ 32,9 bilhões (R$ 170 bilhões) e também cresceu 29%;
- Os números ultrapassam a receita geral em Cloud porque as divisões se sobrepõem e nem todos os recursos de uma dessas subdivisões fazem parte dos serviços em nuvem;

- Até mesmo a rede social LinkedIn apresentou um resultado positivo, com 11% a mais de receita no período avaliado. A renda com anúncios exibidos no tráfego por notícias e pesquisas teve alta de 10%;
- A Microsoft ainda confirmou que tem US$ 625 bilhões (R$ 3,2 trilhões) em Obrigações de Desempenho Remanescentes (RPO, na sigla original em inglês), que é uma verba já confirmada em contratos, mas que ainda não se concretizou. Quase metade desse valor vem de novos acordos estabelecidos com a OpenAI, dona do ChatGPT;
O Xbox está em baixa?
Por outro lado, a Microsoft não apresentou números tão expressivos no setor chamado de More Personal Computing, que inclui a venda de hardware.
Como um todo, ele gerou US$ 14,3 bilhões (R$ 74 bilhões) em receita e ficou dentro das expectativas de mercado, mas também indicam que a companhia está encolhendo tanto em games quanto na comercialização de aparelhos.
A receita caiu levemente no segmento Windows e Dispositivos, sendo que a falta de novos aparelhos da família Surface pode ter contribuído para esse desempenho. Por outro lado, a maior migração para novos computadores com licenças da empresa após o fim do suporte ao Windows 10 ajudou a equilibrar as contas.
No caso de games, o baque foi maior em especial pelas baixas vendas de consoles Xbox Series S|X — disponíveis em cada vez menos regiões e com estoques mais escassos, com queda em 32% na receita. Mas esse não foi o único problema: a subdivisão de conteúdo e serviços, que inclui venda de jogos e assinaturas do Game Pass, encolheu 5% em renda.
Segundo a empresa, isso é explicado pela falta de jogos desenvolvidos pelos estúdios da própria Microsoft, algo que deve se repetir no próximo trimestre — os lançamentos da marca estão previstos apenas para a segunda metade deste ano.
