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James Webb revela o ‘esqueleto’ invisível que mantém o nosso Universo unido

by Fesouza
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O mapa de matéria escura mais detalhado já feito foi publicado na revista Nature Astronomy por uma equipe internacional de cientistas. Com a ajuda do Telescópio James Webb, pesquisadores mostraram como essa substância invisível funciona como uma espécie de “esqueleto” que sustenta e organiza tudo o que vemos no espaço, como estrelas e galáxias.

O estudo é fruto de uma colaboração liderada pela Universidade de Durham (Inglaterra), NASA (EUA) e Escola Politécnica de Lausanne (Suíça). O novo levantamento confirma que, embora não possamos ver ou tocar a matéria escura, a força da sua gravidade é o que mantém galáxias inteiras enquanto elas giram no Universo.

James Webb revela como a matéria escura molda a estrutura do Universo

Para criar este mapa, os astrônomos observaram uma região do céu por 255 horas e analisaram quase 800 mil galáxias. Como a matéria escura é invisível, os cientistas usaram uma técnica que observa como a gravidade dela entorna a luz que vem de galáxias muito distantes, funcionando como uma lente de aumento. Esse efeito permitiu “enxergar” onde a substância está concentrada com uma nitidez nunca antes alcançada por outros equipamentos.

A pesquisa reforça a ideia de que a matéria escura se formou logo após o Big Bang e serviu de base para a construção do cosmos. Ela se acumulou primeiro e, com seu “puxão” gravitacional, atraiu a matéria comum para criar os lugares onde as estrelas e os planetas nasceram. Atualmente, sabe-se que essa substância misteriosa representa cerca de 26% do Universo, enquanto tudo o que conhecemos (pessoas, planetas, estrelas) soma apenas 4%. Os 70% restantes são compostos pelo que cientistas chamam de energia escura.

Mapa da matéria escura no Universo
Uma equipe internacional de cientistas montou o mapa de matéria escura mais detalhado já feito até hoje (Imagem: Dr Gavin Leroy/COSMOS-Webb)

Este novo mapa tem duas vezes mais resolução do que os mapas antigos feitos pelo telescópio Hubble. Ele mostra com clareza os filamentos e aglomerados que formam a estrutura básica do Universo numa época muito antiga, quando a formação de estrelas estava no seu auge. Para especialistas, é como se tivéssemos passado de uma foto embaçada para uma imagem em alta definição dos fundamentos invisíveis do espaço.

Agora, os cientistas planejam transformar esses dados num mapa tridimensional e combinar as informações com outros telescópios que serão lançados em breve. O objetivo final é descobrir do que a matéria escura é realmente feita: se são partículas pesadas e lentas ou leves e rápidas. Entender essa diferença é o passo que falta para decifrar como o “esqueleto” do Universo continuará a evoluir no futuro.

(Essa matéria também usou informações de duas postagens – esta e esta – da Universidade de Durham.)

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