A operadora Singtel anunciou, na última terça-feira (03), o início das suas atividades no Brasil, onde atuará com exclusividade no segmento corporativo (B2B). A empresa é sediada em Singapura e está presente em 22 países, com 820 milhões de clientes.
Neste primeiro momento, a prestadora planeja focar em marcas asiáticas e globais com atuação no mercado nacional, além de atender empresas brasileiras interessadas em expandir para o sudeste asiático. Os setores de mineração, finanças e agricultura estão entre as prioridades.
Quais serviços serão oferecidos pela Singtel no Brasil?
Segundo o CCO da operadora de Singapura, Keith Leong, a companhia trará para o país a “CUBE”, plataforma de network-as-a-service que disponibiliza conectividade SD-WAN, interconexão em nuvem e ferramentas de cibersegurança. A solução é comercializada via assinatura.
- O AI Studio também está incluso no serviço, possibilitando a criação de agentes de IA e gêmeos digitais para telecomunicações;
- Já o Paragon é uma plataforma para o gerenciamento de serviços de rede, nuvem e computação de borda, facilitando a adoção de soluções 5G;
- “O que queremos oferecer aos clientes no Brasil é como habilitar 5G para diversas soluções, incluindo fatiamento de rede, baixa latência, nuvem e cibersegurança”, apontou Leong, em conversa com a imprensa;
- Inicialmente, a tele contará com até seis funcionários dedicados ao atendimento no país, mas a equipe pode ser aumentada em breve.

Conforme o executivo, a Nestlé possui contrato internacional com a Singtel e será uma das marcas atendidas no Brasil. A multinacional de alimentos e bebidas está preparando as redes de algumas de suas fábricas para otimizações com IA.
Ele comentou que também há acordos com clientes das áreas de portos e transportes, porém não revelou nomes. A operadora asiática tem, ainda, planos de fornecer serviços para as mais de 100 empresas de Singapura com atuação no mercado brasileiro.
Em busca de parcerias
A operação da Singtel no Brasil não deverá incluir a construção de uma infraestrutura de rede própria nem a concorrência com as gigantes das telecomunicações no país. A estratégia é atuar como integradora de serviços de conectividade e em parceria com lideranças locais.
Entre os parceiros, vale destacar a IG Networks, para serviços de rede física, e a Orchest, que trabalha com orquestração e automação de redes. Outros contratos com empresas da região devem ser firmados nos próximos meses.
De acordo com o CCO, a operadora também pretende estabelecer Pontos de Presença (PoPs) no país e abrir um escritório próprio com equipe local e gerente brasileiro. Por outro lado, descartou o lançamento de serviços como operadora móvel virtual e redes celulares privativas.
Curtiu o conteúdo? Continue no TecMundo para conferir as últimas novidades do mercado.
