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Ano Novo Chinês: robôs humanoides lutam Kung Fu, empunham espadas e nunchakus

by Fesouza
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Pequim foi palco, na última segunda-feira (16), de uma demonstração avassaladora de que a China investe pesado em robótica. Durante o Festival de Gala da Primavera transmitido pela CCTV, emissora estatal do China Media Group, robôs humanoides roubaram a cena e dividiram o palco com artistas profissionais em números de kung fu, dança e esquetes cômicas. Viralizaram vídeos do evento que celebrou a chegada do Ano do Cavalo e reuniu tecnologias desenvolvidas por empresas como Unitree Robotics, MagicLab, Noetix e Galbot.

 

O momento mais comentado foi a performance marcial intitulada WuBot, protagonizada pelos modelos H1 da Unitree Robotics. Os robôs executaram saltos acrobáticos, giros complexos e movimentos sincronizados inspirados no kung fu tradicional chinês, com controle de equilíbrio e coordenação que até pouco tempo atrás eram considerados tecnicamente inviáveis fora de laboratórios. 

Segundo a empresa, houve atualização de algoritmos, hardware e sistemas em relação à participação de 2025, quando os humanoides haviam apresentado apenas uma coreografia folclórica.

E teve mais robôs no evento!

Outras empresas também aproveitaram a vitrine. A MagicLab apresentou os modelos MagicBot Gen1 e Z1, incluindo uma manobra conhecida como Thomas 360, rara mesmo entre robôs de porte semelhante. 

Já a Noetix exibiu um humanoide biomimético capaz de reproduzir expressões faciais com 32 motores dedicados, enquanto a Galbot demonstrou tarefas delicadas, como manipular objetos pequenos, apoiada em seu modelo integrado de IA chamado AstraBrain. A diversidade das aplicações mostrou que o foco vai além do impacto visual.

O contexto ajuda a explicar a relevância do momento. O Festival da Primavera é o programa anual de TV mais assistido do planeta desde 1983, segundo o Guinness World Records, e foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO em 2024. 

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Com armas tradicionais de Kung Fu, espadas e nunchakus, eles demonstraram velocidade, equilíbrio, coordenação e precisão (Imagem: Reprodução/UnitreeRobotics)

Neste ano, a presença massiva de robôs coincidiu com um movimento estratégico do governo chinês, que incluiu a chamada inteligência incorporada nos planos nacionais de desenvolvimento até 2030. 

Empresas do setor avançam em processos de IPO e ampliam produção, sinalizando que o palco serviu também como vitrine para investidores e para o mercado global.

Especialistas apontam que 2026 pode marcar a transição da fase de demonstração para a fase de aplicação real desses robôs no dia a dia. O recado é claro, a corrida pelos humanoides deixou de ser promessa distante e a China vem forte! 

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