O mercado de celulares na América Latina nunca esteve tão movimentado. Em 2025, a região bateu um recorde histórico e atingiu a marca de 140,5 milhões de smartphones enviados às lojas. O salto de 12% nas vendas apenas no último trimestre garantiu esse resultado inédito.
Segundo um relatório da consultoria Omdia, divulgado recentemente, o Brasil foi um dos grandes motores desse crescimento, puxado pela chegada de novas marcas e pelo aumento do interesse do consumidor.
Quem dominou o mercado?
Mesmo com a concorrência aumentando, a Samsung continuou dona do primeiro lugar. A fabricante sul-coreana vendeu 46,9 milhões de aparelhos no ano. Na prática, esse sucesso foi sustentado pelos seus modelos mais básicos e acessíveis, que caíram no gosto de quem precisa de um celular novo, mas não quer gastar muito.

Logo atrás vem a Xiaomi, garantindo a segunda posição com 24,6 milhões de celulares vendidos. A receita da marca chinesa foi equilibrar modelos bem baratos com aparelhos intermediários que entregam um desempenho rápido por um preço justo.
A Motorola ficou em terceiro lugar. Embora tenha vendido um pouco menos no acumulado do ano, a empresa conseguiu frear as quedas de vendas nos últimos meses de 2025. O grande destaque, porém, vai para a HONOR. A marca foi a que mais cresceu na região nos últimos três anos e já assumiu o quarto lugar no ranking latino-americano.
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Por que compramos tantos celulares em 2025?
O ano começou devagar. Havia uma preocupação com a economia e o receio de que novos impostos pudessem encarecer os aparelhos. No entanto, do meio do ano para frente, a confiança do consumidor voltou a subir.
Além disso, um detalhe nos bastidores da tecnologia ajudou a encher as prateleiras das lojas. O custo para fabricar componentes cruciais, como a memória dos celulares, começou a dar sinais de que vai subir.
“O mercado latino-americano teve um comportamento atípico em 2025”, explica Miguel Ángel Pérez, analista sênior da Omdia. Segundo ele, o medo de que as peças ficassem mais caras fez as empresas se anteciparem. “Isso pode ter encorajado as fabricantes a acelerar o envio de produtos aos estoques mantendo os preços atuais, o que contribuiu para o crescimento no fim do ano”, conclui.
O Brasil refletiu muito bem essa agitação com a chegada oficial de marcas como HONOR, OPPO e vivo (a fabricante de celulares que por aqui se chama JOVI). Outros países, como Equador e os da América Central, também bateram recordes de vendas graças à retomada econômica. A exceção foi o México, o segundo maior mercado da região, que registrou uma leve queda.

O que esperar para 2026
Para o próximo ano, a previsão é de um cenário mais apertado para as fabricantes. Com as peças dos celulares ficando mais caras, as marcas vão precisar manobrar muito bem seus estoques para não repassar preços absurdos para o consumidor final.
Em outras palavras, a briga entre as empresas vai se concentrar naquilo que realmente faz a diferença no nosso uso diário. Para convencer você a trocar de smartphone em 2026, as marcas devem apostar alto em:
- Câmeras com melhor qualidade para fotos e vídeos;
- Baterias que realmente durem o dia todo;
- Telas mais nítidas e brilhantes;
- Suporte à rede 5G e carregamento ultrarrápido.
Quem conseguir entregar esse pacote completo sem cobrar uma fortuna sairá na frente no coração (e no bolso) dos brasileiros.

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