A Mpox, informalmente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infectocontagiosa desenvolvida pelo vírus Monkeypox. Apesar do nome, os macacos não são o reservatório natural do micróbio. Como outras zoonoses, esta infecta os seres humanos e causa problemas de saúde. Mas o que exatamente ela provoca na pele? O Olhar Digital responderá essas e outras perguntas a seguir.
O que a Mpox causa na pele dos doentes?

A Mpox ocasiona sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço intenso, e aumento evidente dos linfonodos. Porém, a característica mais marcante da doença são lesões em formato de bolha, que surgem na pele e podem se espalhar pelo corpo todo.
Primeiro, algumas manchas aparecem em áreas como mãos, rosto e genitais; depois, formam-se bolhas dolorosas que podem ou não coçar. Apesar de inofensivas, essas bolhas preservam um líquido com partículas virais, então, é contraindicado estourar ou tocar nas bolhas: isso serve tanto para prevenir que o vírus se espalhe quanto para evitar que infecções bacterianas entrem no organismo, já que uma bolha estourada é uma ferida e feridas são portas de entradas para agentes infecciosos.
Nem todas as pessoas que apresentam a Mpox tem o mesmo tipo de bolha, mas uma evolução já bem documentada dessa lesão acontece nesta ordem, segundo o CDC:
- Mácula (mancha plana avermelhada) → Pápula (lesão elevada e firme) → Vesícula (bolha com líquido claro) → Pústula (bolha com pus, geralmente dolorosa e profunda) → Crosta (seca e forma “casquinha”)
O ideal é procurar atendimento médico o mais rápido possível e não coçar ou estourar as bolhas. Após a queda das crostas, é comum que manchas ou cicatrizes permaneçam na área outrora lesionada, mas é possível minimizá-las ou removê-las com ácidos ou procedimentos estéticos; para isso, o médico dermatologista deve ser consultado.
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Informações gerais sobre a Mpox, a varíola dos macacos

A Mpox é uma doença zoonótica, ou seja, uma enfermidade presente em animais — principalmente roedores —, mas com alto potencial de ser transmitida para humanos. Foi apelidado de Monkeypox por ter sido primeiramente observada em macacos dentro de laboratórios, muito embora já saibamos que esses animais não são o reservatório natural do vírus.
Para um bicho transmitir o vírus para um ser humano, é necessário ter contato direto com substâncias infectadas, como secreções de saliva e sangue, por exemplo. Essas substâncias precisam entrar em contato com as mucosas humanas (como olhos, nariz e boca); mas o vírus também invade o organismo humano ao entrar em contato com feridas abertas.
Animais infectados que mordam ou arranhem um humano também transmitem o vírus, assim como o manuseio ou preparo alimentar mal-feito desses animais (carne crua ou mal cozida).
A transmissão de um ser humano para outro também é semelhante: tossir, falar e respirar emite partículas virais, que ficam suspensas no ar. Além disso, o contato da mucosa ou de feridas abertas com sangue, saliva e demais secreções (como durante o sexo desprotegido) também proporciona a infecção.
Na maioria dos casos, o corpo apresenta uma infecção leve. No caso de gestantes ou pessoas com saúde muito comprometida (como portadores do HIV), há um risco maior de desenvolver doenças paralelas, como encefalite e pneumonia.
A Mpox, por si só, é curada pelo próprio organismo (similar ao que acontece com o vírus da gripe), mas com a ajuda de remédios que auxiliem os sintomas. Às vezes, quando necessário, os médicos podem prescrever antivirais. Seja como for, os sintomas perduram entre 2 a 4 semanas.
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