Home Variedade ChatGPT usa muita água? CEO da OpenAI nega preocupações e defende uso de recursos pela IA

ChatGPT usa muita água? CEO da OpenAI nega preocupações e defende uso de recursos pela IA

by Fesouza
4 minutes read

O CEO da OpenAI, Sam Altman, rebateu críticas sobre o impacto ambiental da inteligência artificial durante sua participação no AI Summit, que aconteceu na semana passada na Índia. Em entrevista ao The Indian Express, ele chamou de “falsas” as alegações de que o ChatGPT consome grandes volumes de água a cada consulta.

Segundo Altman, as afirmações que sugerem que cada pergunta feita ao chatbot exige galões de água não têm fundamento. Ele afirmou que esse tipo de comparação é “completamente falsa, totalmente absurda” e “não tem nenhuma relação com a realidade”.

A discussão tem a ver com o funcionamento dos data centers, que utilizam grandes quantidades de água no processo de resfriamento, para evitar o superaquecimento de servidores. Embora parte da infraestrutura mais moderna já adote soluções que reduzem ou eliminam a dependência de água, projeções indicam que o consumo global deve crescer significativamente nas próximas décadas.

De acordo com o site CNBC, um estudo recente da empresa de tecnologia hídrica Xylem em parceria com a Global Water Intelligence estima que o volume de água utilizado para resfriamento pode mais que triplicar nos próximos 25 anos, impulsionado pela expansão da computação de alto desempenho.

Apesar das ressalvas, Altman reconheceu que o consumo total de energia da inteligência artificial é uma preocupação legítima. Ele ressaltou que o problema não está no gasto a cada pergunta, mas sim no aumento global do uso de IA. Para ele, a solução envolve acelerar a transição para fontes de energia limpa, como nuclear, solar e eólica.

CEO da OpenAI, Sam Altman, falando em evento
Executivo defendeu uso de recursos pela IA (Imagem: alprodhk/Shutterstock)

Comparação com humanos

Durante a conversa, Altman também contestou comparações anteriores de Bill Gates, fundador da Microsoft, que apontou o cérebro humano como exemplo de eficiência energética que poderia inspirar sistemas de IA mais econômicos no futuro.

O CEO da OpenAI argumentou que a comparação ignora o custo energético de “treinar” um ser humano, que envolve anos de desenvolvimento e consumo de recursos.

Segundo ele, uma análise mais justa seria avaliar quanta energia é necessária para que um modelo já treinado responda a uma pergunta em comparação com a energia utilizada por uma pessoa adulta para realizar a mesma tarefa. Altman defende que, nesse contexto, a IA já poderia ser considerada competitiva em termos de eficiência.

A declaração gerou reações. Sridhar Vembu, cofundador e cientista-chefe da empresa indiana Zoho Corporation, criticou a comparação entre tecnologia e seres humanos, afirmando que não deseja um cenário em que máquinas sejam equiparadas a pessoas.

O debate ocorre em meio a investimentos bilionários em novos data centers para sustentar a expansão da inteligência artificial. Um relatório do Fundo Monetário Internacional divulgado em maio do ano passado indicou que, em 2023, o consumo global de eletricidade por data centers já se aproximava do total utilizado por países como Alemanha ou França, pouco após o lançamento do ChatGPT.

Governos têm buscado acelerar licenças para novos projetos energéticos, enquanto ambientalistas alertam para possíveis conflitos com metas de neutralidade de carbono. Em algumas regiões, comunidades locais também resistem à construção de grandes complexos de dados por receio de sobrecarga nas redes elétricas e aumento nas tarifas de energia.

O post ChatGPT usa muita água? CEO da OpenAI nega preocupações e defende uso de recursos pela IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

You may also like

Leave a Comment