Um em cada cinco usuários adolescentes com 13 a 15 anos já teria visto conteúdo de “nudez ou imagens sexuais” no Instagram. As informações foram obtidas pela Reuters e o documento faz parte de um processo federal da Califórnia com depoimentos do chefão da rede social, Adam Mosseri.
O documento explica que quase 20% dos jovens dessa faixa etária já tiveram algum tipo de contato com materiais impróprios. Essa estatística surgiu a partir de uma pesquisa realizada em 2021 com usuários com essa idade na plataforma e não por meio de uma análise das postagens realizadas na rede social.
Mosseri comentou no depoimento que essas jovens já “viram alguém se automutilar ou ameaçar se automutilar”. Já em 2025, a companhia reforçou que iria remover imagens e vídeos de cunho sexual explícito, mesmo aqueles gerados por IA. “Estamos orgulhosos do progresso que fizemos e estamos sempre trabalhando para melhorar”, explica o porta-voz da Meta, Andy Stone.

CEO da Meta diz que Instagram não traz danos aos usuários
Essa não é a primeira vez que a Meta se envolve em polêmicas sobre os conteúdos que a rede social exibe para menores de idade. No Brasil, o Ministério da Justiça aumentou a classificação indicativa da plataforma de 14 para 16 anos. A justificativa do órgão é que foram encontrados fatores que exigiram esse reajuste.
- Durante um julgamento recente, o CEO Mark Zuckerberg defendeu a companhia e que ela não causa danos aos usuários;
- O depoimento de Zuckerberg faz parte de um caso judicial em que o estado da Califórnia acusa a Meta de criar apps viciantes e danosos aos jovens;
- Para contornar as acusações, a Meta criou contas para adolescentes menores de 16 anos com limitações de interações;
- Nessas contas especiais, somente seguidores mútuos podem enviar mensagens e há um tempo limite para fechar o app após usá-lo por 60 minutos por dia;
- No fim de 2024, a empresa revelou que usaria inteligência artificial para encontrar adolescentes que mentem a idade ao criar perfis.
Apesar da situação delicada, Adam Mosseri diz que é preciso levar em consideração a privacidade das pessoas antes de analisar conversas privadas, por exemplo. “Muita gente não quer que a gente leia as mensagens dela”, disse ele.
Mosseri também explicou que usar o Instagram por 16 horas por dia não é considerado um vício. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
