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Meta processa grupos no Brasil e China por golpes com famosos

by Fesouza
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A Meta anunciou que entrou com processos judiciais contra responsáveis por três operações de golpes que utilizavam imagens manipuladas e deepfakes de celebridades para atrair usuários a sites fraudulentos. Segundo a empresa, as ações envolvem grupos baseados no Brasil e na China, que direcionavam anúncios a pessoas nos Estados Unidos, no Japão e em outros países com o objetivo de promover investimentos falsos e produtos de saúde irregulares.

De acordo com a companhia, os processos foram abertos após a identificação de esquemas que exploravam a imagem de figuras públicas para dar aparência de legitimidade às ofertas. A iniciativa ocorre em meio a críticas sobre a atuação da plataforma no combate a anúncios enganosos, especialmente os chamados “celeb bait”, prática recorrente na rede social.

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A Meta entrou contra processos judiciais contra responsáveis por golpes de anúncios com celebridades, inclusive dois grupos no Brasil (Imagem: gguy / Shutterstock.com)

Processos no Brasil, China e Vietnã

No Brasil, a Meta afirma ter processado diversas pessoas que promoviam produtos de saúde falsos ou não aprovados, além de cursos online voltados à divulgação desses itens. Já na China, a empresa acionou judicialmente uma entidade que, segundo a companhia, usava anúncios com celebridades como parte de um esquema mais amplo para atrair usuários a supostos grupos de investimento.

A empresa não detalhou quantos anúncios foram veiculados por esses grupos, nem quantos usuários visualizaram ou interagiram com o conteúdo. Também não informou por quanto tempo os responsáveis operaram na plataforma.

Além desses casos, a Meta processou um anunciante baseado no Vietnã acusado de divulgar anúncios fraudulentos oferecendo produtos com grandes descontos de marcas conhecidas, incluindo a Longchamp. A companhia afirma ainda que aprimorou seus sistemas para detectar anúncios que utilizam técnicas de cloaking, estratégia que mascara o conteúdo real e dificulta a revisão interna.

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Pressão sobre receita com anúncios suspeitos

Os anúncios classificados como “celeb bait” são descritos pela empresa como difíceis de identificar, já que são elaborados para parecerem legítimos. Em atualização recente, a Meta informou ter incluído mais de 500 mil celebridades e figuras públicas em seu sistema de reconhecimento facial, ferramenta destinada a identificar automaticamente o uso indevido de rostos famosos em golpes.

A atuação da empresa frente a anunciantes suspeitos tem sido alvo de maior escrutínio nos últimos meses. Uma reportagem da Reuters apontou que pesquisadores da própria companhia estimaram, em determinado momento, que até 10% da receita publicitária poderia estar relacionada a golpes e produtos proibidos. O fato de a Meta ter obtido bilhões de dólares com anunciantes problemáticos também gerou questionamentos sobre a agilidade na remoção de reincidentes.

A empresa informou ainda ter tomado medidas legais contra oito ex-“Meta Business Partners”, acusados de oferecer serviços para “desbanir” contas ou restaurá-las na plataforma. Segundo a companhia, novas ações judiciais poderão ser consideradas caso ordens de cessação não sejam cumpridas.

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