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Guerra no Oriente Médio: big techs fecham escritórios e isolam equipes após ataques

by Fesouza
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As gigantes da tecnologia Nvidia, Amazon e Google iniciaram operações de emergência para proteger funcionários e fechar escritórios no Oriente Médio após o agravamento da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. A escalada ocorreu após ataques conjuntos de americanos e israelenses que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, o que gerou retaliações imediatas contra bases militares na região do Golfo.

A crise interrompeu serviços essenciais, afetando o acesso à internet, rotas de aviação e o transporte de energia. O Departamento de Estado dos EUA orientou que cidadãos americanos deixassem a região imediatamente por meio de voos comerciais ou aeronaves militares de evacuação.

Guerra no Oriente Médio interrompe operações de nuvem e deixa funcionários de big techs isolados

As empresas do setor tecnológico reagiram à instabilidade suspendendo atividades presenciais e adotando o trabalho remoto compulsório em suas sedes regionais. A Nvidia fechou temporariamente sua unidade em Dubai (que enfrenta dias tensos), enquanto a Amazon ordenou o fechamento dos seus escritórios corporativos no Oriente Médio para garantir a segurança dos colaboradores.

No Google, dezenas de funcionários da divisão de nuvem continuam retidos em Dubai após participarem de um evento de vendas na semana passada. A paralisação do tráfego aéreo, com mais de 11 mil voos cancelados, impediu que as equipes deixassem o país após a conferência. Mas a empresa informou que a maioria dos afetados mora na região.

A infraestrutura física da Amazon Web Services (AWS) sofreu impactos diretos, no sentido literal mesmo. Data centers nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein foram alvos de ataques de drones. Os bombardeios causaram danos estruturais e interrupções de energia. E deixaram serviços de banco de dados e servidores virtuais temporariamente fora do ar. A empresa chegou a recomendar que clientes migrassem suas cargas de trabalho para outras regiões.

Jensen Huang com o logo da Nvidia atrás de si
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, confirmou que a empresa monitora a segurança de seis mil funcionários em Israel (Imagem: FotoField/Shutterstock)

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, confirmou que a empresa monitora a segurança de seis mil funcionários em Israel, que abriga o maior centro de pesquisa e desenvolvimento da companhia fora dos Estados Unidos. A unidade israelense tornou-se um pilar estratégico para a gigante dos chips após a aquisição da Mellanox em 2019.

O cenário de incerteza também atingiu outras plataformas, como a Snap, que determinou o fechamento de seus quatro escritórios no Oriente Médio até novo aviso. Cidades como Tel Aviv e Dubai, que operam como centros globais de inteligência artificial (IA) e vendas de software, enfrentam agora um ambiente operacional imprevisível que ameaça a continuidade de projetos tecnológicos de larga escala.

(Essa matéria usou informações da CNBC.)

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