A Xiaomi tem planos para lançar um chip processador para smartphones todos os anos, além de um assistente de inteligência artificial internacional. A informação foi confirmada por Lu Weibing, presidente da companhia, em entrevista à CNBC durante o MWC 2026.
No caso do chip, a Xiaomi já havia apresentado o XRing O1 no ano passado. Trata-se de um System-on-Chip (SoC ou “sistema em um chip”), um circuito que integra todos os componentes essenciais de um eletrônico em uma única peça. Essa é uma iniciativa que poucas fabricantes de smartphones têm atualmente. A Apple (com a linha A) e a Samsung (com a marca Exynos) são algumas das empresas que têm seus próprios chips. Outras recorrem frequentemente a tecnologias prontas, como chips da Qualcomm e MediaTek.
Weibing indicou que o XRing O1 é o primeiro chip da Xiaomi e que a companhia chinesa pretende lançar uma atualização a cada ano. Segundo ele, o chip deve estrear na China ainda este ano, com planos de inseri-lo também em celulares da marca comercializados no exterior.
O cronograma de lançamento anual se assemelha com a estratégia da Apple, que lança um novo chip A todo ano.
A estratégia também é uma mudança em relação aos planos anteriores da própria Xiaomi. Isso porque, em setembro do ano passado, Xu Fei, vice-presidente da empresa, havia afirmado à CNBC que a companhia não poderia garantir um lançamento anual.
Além de garantir seu próprio chip, um SoC customizado representa uma vantagem na hora de integrar hardware e software. Isso porque a chinesa já possui seu próprio sistema operacional móvel, o HyperOS, baseado no Android.

Xiaomi quer assistente de IA internacional
Além do plano de lançar um chip todos os anos, a Xiaomi também trabalha em uma assistente de IA internacional.
A empresa já tem o Xiao AI, baseado em modelos desenvolvidos internamente. A solução, no entanto, é voltada para os produtos vendidos na China.
De acordo com Weibing, agora a companhia está preparando uma assistente voltada para mercados estrangeiros. A tecnologia deve ser lançada junto com a chegada dos veículos elétricos da Xiaomi internacionalmente, algo que deve acontecer por volta de 2027 na Europa.
Para esse projeto, a chinesa deve considerar parcerias, como a utilização dos modelos Gemini, do Google, em conjunto com suas próprias tecnologias. A abordagem de combinar modelos de IA externos com soluções próprias já é vista em outras fabricantes de smartphones, como a Samsung, que também integra o Gemini a seus produtos.
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O objetivo da Xiaomi é que o assistente de IA esteja presente tanto em smartphones quanto em veículos.
A companhia ainda planeja unificar o chip XRing O1, o sistema operacional HyperOS e o assistente de IA em um único dispositivo pela primeira vez neste ano. Lu Weibing concluiu que esses produtos chegarão primeiro aos mercados chineses e, depois, serão introduzidos internacionalmente.
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