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Estudo europeu identifica proteínas ligadas ao envelhecimento mais lento

by Fesouza
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Um estudo suíço da Universidade de Genebra (UNIGE) e da Universidade de Lausanne (UNIL) identificou 37 proteínas associadas ao envelhecimento mais lento. A pesquisa analisou mais de 700 proteínas sanguíneas de três grupos: adultos saudáveis de 30 a 60 anos, idosos de 80 a 90 e pessoas com mais de 100 anos.

Publicado em 8 de fevereiro, o artigo aponta que “em nossos centenários, os perfis dessas 37 proteínas são mais próximos aos do grupo mais jovem do que aos dos octogenários”, analisou o pesquisador da UNIGE e um dos autores do estudo, Flavien Delhaes.

Para quem tem pressa:

  • Um estudo suíço identificou 37 proteínas associadas ao envelhecimento mais lento.
  • A pesquisa analisou mais de 700 proteínas sanguíneas de três grupos: adultos saudáveis de 30 a 60 anos, idosos de 80 a 90 e centenários. As 37 proteínas mostraram semelhanças entre o grupo mais idoso e o mais jovem
  • Em 25% dos casos, os fatores genéticos foram destacados como relevantes para o resultado, porém, o estudo aponta que essa consequência está mais relacionada a hábitos saudáveis e conexões sociais.

Metodologia e análise da pesquisa

bolsa de sangue
(Imagem: toeytoey2530 / iStock)

Visando a compreensão do envelhecimento mais tardio, os pesquisadores reuniram 40 adultos entre 30 e 60 anos, 59 idosos de 80 a 90 e 39 centenários. A ideia foi comparar os grupos buscando identificar semelhanças e diferenças entre eles.

Das 724 proteínas analisadas, 366 se relacionavam à saúde cardiovascular e 358 estavam ligadas a processos inflamatórios, dois pontos-chave para manter o funcionamento do organismo a longo prazo. Seguindo essa lógica, uma das descobertas mais significativas foi a baixa presença de proteínas antioxidantes nos idosos com mais de 100 anos, quando comparados com os octogenários. Isso poderia significar uma proteção mais fraca, já que essas proteínas atuam no combate a doenças no corpo, porém a conclusão foi completamente oposta.

A pequena quantidade dessas proteínas mostrou um menor “estresse oxidativo” já que em grande quantidade, a função de proteção delas acaba sendo contrária e pode debilitar o corpo. Assim, também foi possível analisar a hipótese de que o combate das proteínas do grupo de centenários poderia ser mais efetivo, necessitando de uma quantidade menor do que “normal”.

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Mais comparações importantes

Entre as proteínas estudadas, as que auxiliam na manutenção da matriz extracelular são uma das que novamente relacionam o grupo mais velho analisado aos mais jovens. Com a função de manter os tecidos do organismo mais saudáveis e longevos, essas proteínas demonstraram uma boa presença em ambos os grupos.

Outro destaque foi a DPP-4, proteína responsável pelo controle da produção de insulina. Nos idosos centenários, ela segue intacta, o que diminui a possibilidade de diabetes. Ainda entre as 37 proteínas, foi possível identificar algumas que auxiliaram no combate a tumores e complicações mais sérias.

“A DPP-4 ajuda a manter níveis relativamente baixos de insulina, o que pode protegê-los contra hiperinsulinismo e síndrome metabólica”, comentou Flavien Delhaes.

Fatores práticos relacionados ao envelhecimento tardio

Estudo europeu identifica proteínas ligadas ao envelhecimento mais lento
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Nas conclusões, o grupo de pesquisa identificou as possíveis causas do envelhecimento saudável e, consequentemente, mais tardio. Em 25% dos casos, os fatores genéticos foram destacados como relevantes para o resultado, porém, o estudo aponta que essa consequência está mais relacionada a hábitos saudáveis e conexões sociais.

A frequência de exercícios físicos é um grande aliado no envelhecimento mais lento, contribuindo para o fortalecimento do corpo e evitando o sobrepeso. Além disso, manter uma alimentação saudável também se mantém como uma prática muito recomendada. O consumo de frutas regularmente, por exemplo, é muito importante para evitar o estresse oxidativo.

Como o componente genético da longevidade representa apenas cerca de 25%, o estilo de vida na idade adulta é um fator determinante: nutrição, atividade física e conexões sociais.

Flavien Delhaes e demais os pesquisadores.

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