A Polícia Federal (PF) deflagrou na terça-feira (10) a “Operação Bucaneiros”, que objetiva desmantelar uma organização criminosa responsável por comercializar ilegalmente o sinal de TV via internet (IPTV). O esquema movimentou mais de R$ 4,2 milhões.
Durante a ação, os oficiais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão na região metropolitana de Vitória (ES), Indaiatuba (SP), Cabo Frio (RJ) e Brasília (DF). O trabalho resultou na apreensão de R$ 1,7 milhão em espécie, bem como oito carros de luxo e uma motocicleta.
Gatonet: apps permitiam acesso ilegal aos conteúdos
Conforme a investigação, o grupo suspeito de liderar o esquema promovia o acesso aos conteúdos por meio de aplicativos específicos. Eles podiam ser instalados em smartphones, tablets, smart TVs, computadores e dispositivos do tipo TV Box.
- Esses softwares proporcionavam a visualização de materiais audiovisuais protegidos por direitos autorais transmitidos sem autorização;
- O grupo oferecia canais de TV por assinatura, séries e filmes, entre outros conteúdos, de maneira não autorizada para quem adquiria o serviço;
- A organização também disponibilizava o “gatonet” por meio de sites que representam riscos para a segurança dos usuários, de acordo com a PF;
- Quem usava a plataforma ficava exposto a malwares com capacidade de roubo de dados pessoais e bancários após a instalação no dispositivo da vítima.
Além dos veículos e do dinheiro, os policiais apreenderam o computador utilizado para o gerenciamento dessas páginas ilegais, notebooks, discos rígidos e documentos. Relógios e 22 celulares também foram confiscados.
O relatório aponta, ainda, que o grupo investigado por comercializar assinaturas de IPTV ilegalmente apresentava movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada. Os integrantes não possuem registro formal de emprego.
Operadoras de internet pirata também são investigadas
A PF também detalha que a rede que opera o esquema de pirataria de TV pode ser bastante ampla. As diligências apontam pelo menos 250 envolvidos, entre pessoas físicas e jurídicas.
Os investigados devem responder por comercialização ilegal de IPTV, violação de direitos autorais, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros atos ilícitos.
Vale lembrar que a corporação participou, na semana passada, de uma operação em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contra operadoras ilegais de internet banda larga fixa. A ação aconteceu em todos os estados e no Distrito Federal.
Com a participação de outros órgãos, a “Operação Provedor Legal” resultou em seis pessoas detidas e na apreensão de R$ 200 mil em equipamentos usados pelas prestadoras irregulares. Mais de 50% das empresas fiscalizadas ofereciam internet pirata, segundo a agência.
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