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Receita da Micron quase triplica após trocar mercado consumidor pela IA

by Fesouza
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A fabricante de chips de memória Micron anunciou resultados bastante positivos no segundo trimestre do atual ano fiscal. A companhia recentemente fez uma mudança estratégica radical para intensificar a presença no setor de inteligência artificial (IA).

Segundo o relatório do período, que terminou no fim de fevereiro de 2026, a receita gerada foi de US$ 23,86 bilhões (ou R$ 124 bilhões). Esse valor é bem superior à renda do trimestre anterior (US$ 13,64) e praticamente o triplo do mesmo trimestre do ano fiscal passado (US$ 8,05 bilhões).

Ao mesmo tempo, ela bateu as estimativas de mercado e os próprios recordes internos de margem de lucro bruto e de lucro por ação. A companhia espera ainda resultados ainda mais significativos no próximo trimestre, o que deve resultar em números maiores.

A virada de jogo da Micron

No período de um ano, as ações da Micron saltaram aproximadamente 301%, sendo que o crescimento só nos últimos três meses foi de cerca de 62%. A companhia já era uma referência no setor que ocupa, mas a situação atual de mercado e uma decisão interna fizeram com que ela tornasse ainda mais importante na indústria.

No atual mercado de escassez de chips de memória para fabricantes de eletrônicos, a Micron tem uma demanda que não acompanha a crise, já que ela optou por atender justamente o segmento que está em alta (o de IA) enquanto outro precisa de mais entregas (eletrônicos de consumo).

  • Ao lado da Samsung e a SK Hynix, a Micron é uma das principais fornecedoras de chips de memória para uma série de aplicações, de computadores até componentes usados em data centers;
  • Em um momento de expansão de servidores e demanda crescente por esse tipo de componente para empresas de IA, a Micron decidiu focar na produção e venda das memórias High Bandwidth Memory (HBM), de alta velocidade e largura de banda para transferência massiva de dados;
  • A Nvidia, empresa mais valiosa do mundo atualmente e referência no fornecimento de GPUs para empresas de IA, terá chips HBM4 da Micron nos modelos Vera Rubin, já com o componente em fase de produção em massa;
  • Como resultado do desequilíbrio no mercado, produtos como consoles, computadores e smartphones devem ficar mais caros ao longo de 2026, já que parte do valor de produção aumenta e esse custo é ao menos parcialmente  repassado ao consumidor.

No fim de 2025, a Micron decidiu parar de vender RAM e SSDs para consumidores domésticos e descontinuar uma linha inteira de produtos desse segmento, a Crucial. No lugar, ela confirmou que direcionaria os esforços para chips de servidores de IA — que custam muito mais caro e oferecem margens maiores do que pentes de memória vendidos individualmente para usuários domésticos.

Segundo a própria SK Hynix, a atual crise de chips pode durar até 2030. Entenda mais sobre a previsão nesta matéria do TecMundo.

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