Novos detalhe sobre o ataque fatal ocorrido em uma loja oficial de Pokémon em Tóquio nesta semana revelaram que a vítima já vinha sendo perseguida pelo agressor meses antes do crime. A jovem Moe Harukawa, de 21 anos, trabalhava como atendente no Pokémon Center Mega Tokyo quando foi atacada por um ex-namorado na noite de 26 de março.
O crime aconteceu dentro do complexo comercial Sunshine City, na região de Ikebukuro, um dos distritos mais movimentados da capital japonesa. Após esfaquear a funcionária, o suspeito tirou a própria vida no local, segundo informações divulgadas pela polícia metropolitana de Tóquio.
Agora, novas investigações mostram que o caso estava ligado a um histórico de perseguição que já havia mobilizado autoridades nos meses anteriores. O agressor havia sido preso e até recebeu uma ordem de restrição pouco tempo antes do ataque.
Suspeito havia sido preso por perseguição
O autor do crime foi identificado como Taiki Hirokawa, de 26 anos, que manteve um relacionamento com Harukawa entre outubro de 2024 e julho de 2025. Após o fim do namoro, ele teria iniciado um comportamento de perseguição que levou a jovem a procurar ajuda policial.

Em dezembro de 2025, Harukawa denunciou à polícia que estava sendo seguida pelo ex-companheiro. No mesmo dia, Hirokawa foi preso sob suspeita de violar a lei japonesa contra stalking ao vigiar a residência da vítima.
Ele voltou a ser detido em janeiro deste ano por suspeita de fotografar Harukawa secretamente com um celular meses antes. Na ocasião, a polícia também encontrou uma faca de cerca de 10 centímetros dentro de um carro alugado que ele utilizava.
Ordem de restrição não impediu o ataque
Após as prisões, Hirokawa foi formalmente acusado por violar a lei anti-stalking e por porte ilegal de arma branca. Em 29 de janeiro, as autoridades emitiram uma ordem de restrição proibindo qualquer contato com a vítima.
Mesmo assim, ele foi liberado no dia seguinte após uma acusação sumária, procedimento comum no sistema jurídico japonês para casos considerados de menor gravidade. Segundo relatos às autoridades, o suspeito afirmou que queria “voltar a se relacionar” com Harukawa.
Durante esse período, a polícia manteve contato com a jovem em diferentes ocasiões para verificar sua segurança. Em todas as conversas, ela afirmou que não havia notado novos comportamentos suspeitos.
Ataque ocorreu diante de clientes no Pokémon Center
Harukawa trabalhava como funcionária de meio período no Pokémon Center desde julho de 2025. Na noite do crime, a loja estava cheia, com cerca de 100 clientes, incluindo crianças e turistas que visitavam o local durante as férias de primavera no Japão.
Câmeras de segurança mostram Hirokawa caminhando pelo interior da loja antes de se aproximar do balcão onde a vítima trabalhava. Em seguida, ele atravessou a área de atendimento, a atacou com uma faca e depois se feriu gravemente.
Equipes de emergência foram acionadas pouco depois das 19h15 no horário local, mas tanto Harukawa quanto o agressor morreram após serem levados ao hospital. O caso chocou clientes e funcionários e levou ao fechamento temporário da loja e do café temático Pikachu Sweets no local.
Pokémon Company comenta o caso

Após o ocorrido, a Pokémon Company lançou um comunicado sobre a situação trágica. Segundo o posicionamento, a loja foi fechada para priorizar o bem-estar da equipe. “Após um incidente ocorrido na quinta-feira, 26 de março de 2026, no Pokémon Center Mega Tokyo, localizado em Sunshine City, Higashi-Ikebukuro, distrito de Toshima, Tóquio, estaremos temporariamente fechados”, disse a empresa.
“Essa medida visa nos permitir cooperar integralmente com a polícia e priorizar o bem-estar físico e mental de nossa equipe. Pedimos sinceras desculpas pela preocupação e inconveniente causados a todos”, conclui a nota oficial.
