O Clube do Crime das Quintas-Feiras, adaptação da Netflix do best-seller de Richard Osman, dirigida por Chris Columbus, conquistou o público com seu equilíbrio entre humor britânico, mistério e emoção.
Ambientado em Coopers Chase, uma luxuosa vila de aposentados, o filme apresenta Elizabeth (Helen Mirren), Ron (Pierce Brosnan), Ibrahim (Ben Kingsley) e Joyce (Celia Imrie), que formam o improvável “clube do crime”.
O passatempo do grupo é investigar casos arquivados todas as quintas-feiras, mas a rotina ganha uma guinada inesperada quando um assassinato real abala a comunidade. No desfecho, as tramas se entrelaçam de forma surpreendente, revelando que, por trás do charme de Coopers Chase, escondiam-se segredos sombrios de exploração, vingança e mortes encobertas.
O Clube do Crime das Quintas-Feiras: quem matou Tony Curran e Ian Ventham?
O primeiro grande choque ocorre com o assassinato de Tony Curran (Geoff Ball), coproprietário do empreendimento. Tudo aponta para seu sócio Ian Ventham (David Tennant), um homem ambicioso que planejava vender o local a qualquer custo. Contudo, a narrativa dá uma guinada quando o próprio Ventham também é encontrado morto dias depois, ampliando o mistério.
As investigações do clube levam à revelação de um esquema criminoso comandado pelos donos de Coopers Chase: a exploração de trabalhadores estrangeiros trazidos ilegalmente da Europa, com seus passaportes confiscados para impedir fugas.
Essa descoberta conecta Elizabeth a Bobby Tanner (Richard E. Grant), um antigo criminoso que ainda detinha participação secreta na propriedade. No entanto, Tanner não tem envolvimento direto nos assassinatos, servindo apenas como elo para expor o verdadeiro culpado.
O assassino de Curran é, na verdade, Bogdan (Henry Lloyd Hughes), jardineiro da comunidade e um dos trabalhadores explorados. Ele confessa que, ao tentar recuperar seu passaporte para visitar a mãe doente na Polônia, foi atacado por Curran e acabou reagindo em legítima defesa.
A cena nunca é mostrada, o que deixa uma ponta de ambiguidade sobre a versão apresentada. Já a morte de Ventham é esclarecida mais tarde, com um elo inesperado ao caso do passado.

O caso da mulher de branco e o elo com o passado
Paralelamente, o clube investigava um caso arquivado da década de 1970: a morte de Angela Hughes, encontrada com uma faca no corpo após cair de uma janela. Seu namorado, Peter Mercer, desapareceu logo depois, tornando-se o principal suspeito.
O mistério só é solucionado quando Bogdan, a mando de Ventham, começa a escavar parte do cemitério de Coopers Chase para iniciar obras de expansão e, por acaso, encontra ossos humanos. O corpo é identificado como sendo de Peter Mercer, revelando que ele havia sido morto logo após o crime.
A verdade vem à tona: Penny Gray (Susan Kirby), ex-policial e fundadora do clube, matou Mercer. Convencida de que ele era culpado pela morte de Angela, Penny decidiu fazer justiça com as próprias mãos depois que o sistema falhou por preconceito e omissão. Com a ajuda do marido, John (Paul Freeman), ela enterrou o corpo de Mercer em segredo, garantindo que o caso permanecesse sem solução por décadas.
A conexão com o presente surge quando Ventham encontra indícios desses ossos e ameaça denunciar às autoridades. Para proteger a esposa já debilitada, John injeta uma dose fatal de fentanyl em Ventham, eliminando a ameaça.
No confronto final, Elizabeth e o grupo desmascaram John, que prefere um destino trágico: ele aplica a mesma substância em si e em Penny, para que ambos partam juntos sem enfrentar julgamento.
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O destino de Coopers Chase e o futuro do clube
Com os crimes resolvidos, resta o dilema sobre o futuro de Coopers Chase. O risco de ver o local transformado em um empreendimento imobiliário é afastado quando Joanna (Ingrid Oliver), filha de Joyce, compra a propriedade. Ao perceber como o espaço trouxe felicidade e propósito à mãe, Joanna decide preservar a comunidade, livrando-a dos interesses de especuladores.
Nos momentos finais, vemos os personagens em cenas íntimas e afetivas: Elizabeth celebrando seu aniversário de casamento com Stephen, Ron fortalecendo os laços com o filho, Ibrahim e Joyce compartilhando memórias e, sobretudo, Joyce sendo oficialmente acolhida como nova integrante do clube.
É um desfecho que mistura resolução, emoção e uma promessa implícita: novos mistérios ainda esperam por esse grupo improvável de detetives da terceira idade.