Home Variedade Após fim do anime, My Hero Academia está voltando nos games, mas sem legendas

Após fim do anime, My Hero Academia está voltando nos games, mas sem legendas

by Fesouza
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Sucesso absoluto nos mangás e também como anime, My Hero Academia oficialmente encerrou sua adaptação animada recentemente com a chegada da oitava e última temporada. O desfecho da jornada de Deku, All Might e companhia marcou uma geração de fãs — mas isso não significa que esse universo superpoderoso chegou ao fim. Pelo menos não nos videogames.

A Bandai Namco já tem data marcada para levar o arco final da obra de Kohei Horikoshi para os controles: My Hero Academia: All’s Justice chega em 6 de fevereiro, apostando em batalhas explosivas em arena 3D e no reencontro com heróis e vilões em suas versões mais poderosas. O foco aqui é claro: revisitar a Guerra Final entre Heróis e Vilões, com direito a confrontos icônicos como One For All contra All For One.

A convite da publisher, eu tive a chance de testar antecipadamente uma versão limitada do jogo, com acesso a alguns modos e conteúdos específicos. A experiência foi mais positiva do que eu esperava, especialmente em termos de variedade e ambição, embora existam pontos importantes para ficar de olho antes do lançamento. A seguir, você confere as primeiras impressões do Voxel com My Hero Academia: All’s Justice.

Como funciona o gameplay de All’s Justice?

Seguindo a tradição dos jogos de anime da Bandai Namco, All’s Justice aposta em batalhas em arena 3D com times de até três personagens, misturando ação frenética, habilidades especiais e trocas constantes de lutador durante o combate. A grande diferença aqui está no contexto: tudo gira em torno do arco final do anime, com personagens em suas formas mais recentes e poderosas.

Durante o teste antecipado, foi possível experimentar quatro modos principais, cada um com propostas bem distintas:

  • Modo História: recria batalhas e eventos da temporada final do anime, alternando entre cinemáticas inspiradas diretamente no mangá (com quadros colorizados e animados) e confrontos jogáveis.
  • Team Up Mission: um modo com estrutura de área aberta em um Espaço Virtual, onde você vive a rotina de um estudante da U.A. High da Turma 1-A, realizando missões heroicas.
  • Hero’s Diary: focado em histórias inéditas dos personagens, funcionando quase como um mangá interativo, com episódios temáticos.
  • Free Play (Batalha Livre): modo clássico para escolher personagens, cenários e lutar contra a CPU ou em multiplayer local.

Essa variedade ajuda o jogo a não ficar preso apenas na repetição de lutas, algo comum em adaptações do gênero.

Modo História aposta em espetáculo e desafio

O Modo História de All’s Justice coloca o jogador diretamente no coração da Guerra Final, acompanhando a linha do tempo que leva ao confronto decisivo da série. Mesmo sendo focado apenas na reta final do anime, há uma boa diversidade de lutas e personagens jogáveis.

Captura de tela nº 1

Na prévia, tive acesso a trechos específicos, incluindo batalhas como Bakugo enfrentando uma versão jovem de All For One (All For One Rewind). Esse embate, por sinal, deixou claro que o jogo não quer ser apenas acessível: a luta foi desafiadora, exigindo bom uso de habilidades, trocas de personagem e leitura do adversário.

O modo conta com dublagem em inglês ou japonês, interações durante os combates e cenas cinematográficas bem produzidas, que ajudam a reforçar o impacto emocional dos momentos finais da história. O ponto negativo fica por conta da ausência de localização em português brasileiro, algo que pesa especialmente em um jogo tão dependente de narrativa.

Team Up Mission traz um gostinho de mundo aberto para MHA

Entre todos os modos testados, o Team Up Mission foi facilmente o mais divertido. Aqui, o jogo abandona um pouco a estrutura tradicional de lutas isoladas e aposta em uma área aberta ambientada em um Espaço Virtual, com missões baseadas em um roteiro original criado especialmente para o game.

Captura de tela nº 9

Controlando Deku ou outros membros da Turma 1-A, é possível explorar o mapa, aceitar missões, enfrentar vilões e usar os Quirks de forma criativa para se locomover, como deslizar no gelo, impulsionar-se com explosões ou usar habilidades de longo alcance. No caso de Deku, o uso do chicote traz até um leve clima de Homem-Aranha ao gameplay.

As missões ainda são simples — geralmente buscar itens, derrotar inimigos específicos ou cumprir desafios de combate — e compartilham a mesma barra de HP, exigindo visitas frequentes a pontos de cura no mapa. Mesmo assim, o modo consegue transmitir, ainda que de forma limitada, a sensação de “um dia na vida de um herói”.


Hero’s Diary funciona como um mangá interativo

Outro destaque da prévia foi o Hero’s Diary, um modo voltado para quem quer mais histórias desse universo. Ele apresenta episódios inéditos focados no cotidiano dos 20 estudantes da Turma 1-A, com pequenas narrativas temáticas envolvendo personagens como Mina Ashido, Kirishima, Mineta e outros.

Na prática, o jogador passa mais tempo lendo e acompanhando diálogos do que jogando de fato. As partes interativas incluem algumas lutas, exploração leve e momentos de parkour, mas o foco está claramente na narrativa. Para quem terminou o anime e ficou com saudade desses personagens, é um conteúdo interessante para complementar a experiência.

Novamente, o grande problema é a falta de legendas em português, o que pode afastar parte do público brasileiro que não domina inglês ou japonês.

Batalhas divertem com elenco gigante e sistema refinado

No modo Batalha Livre, All’s Justice mostra sua face mais tradicional: confrontos 3v3 em arenas fechadas, com direito a troca dinâmica de personagens, golpes especiais e ataques devastadores.

O grande diferencial está no elenco massivo, que reúne heróis e vilões de toda a história de My Hero Academia, incluindo versões finais e “no auge” de personagens como Deku, Shigaraki, Dabi, Mirko, Best Jeanist e All For One. Mesmo personagens mais secundários se mostram divertidos de usar.

Captura de tela nº 4

O sistema de combate também surpreende pela profundidade. Além dos golpes básicos, o jogo conta com mecânicas como o Rising, que aumenta ataque, velocidade e aprimora ações de Quirk, além da possibilidade de criar sinergias entre personagens, encaixando combos e trocas estratégicas durante a luta.

Para ajudar jogadores menos experientes, há também dois esquemas de controle:

  • Normal, mais acessível, com automações de combos, trocas e golpes especiais.
  • Manual, totalmente livre, voltado para quem busca mais profundidade e controle total das ações.

Vale a pena ficar de olho?

My Hero Academia: All’s Justice chega ao mercado custando a partir de R$ 260, oferecendo uma boa variedade de modos e um gameplay que, dentro dos padrões de jogos de anime, mostra ambição e refinamento. Para quem ainda não superou o fim do anime, o jogo é uma forma interessante de revisitar esse universo — especialmente o arco final.

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Por outro lado, é importante deixar claro que este é um título feito sob medida para quem está em dia com a história. Como o foco está totalmente na temporada final, novos jogadores ou quem parou no meio do anime pode acabar perdido ou sem o mesmo impacto emocional.

Além disso, a ausência de localização em português brasileiro, incluindo legendas e dublagem, é um ponto negativo difícil de ignorar, especialmente considerando o tamanho da base de fãs da franquia no Brasil.

Ainda assim, com base nesse primeiro contato, All’s Justice mostra potencial para ser um dos jogos mais divertidos de My Hero Academia até hoje, desde que você saiba exatamente no que está se metendo.

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