A OpenAI, empresa que criou o ChatGPT, corre para estrear na bolsa de valores (fazer um IPO) entre outubro e dezembro de 2026, revelou o Wall Street Journal nesta semana. O objetivo da empresa é atrair investidores antes de uma das suas grandes rivais: a Anthropic, desenvolvedora do Claude.
Além disso, a OpenAI precisa garantir dinheiro para pagar as contas altíssimas da infraestrutura por trás do ChatGPT. Isso porque elas devem chegar à casa das centenas de bilhões de dólares num futuro não muito distante. Avaliada hoje em US$ 500 bilhões (aproximadamente R$ 2,6 trilhões), a OpenAI reforçou sua equipe de finanças com gente de empresas como Instacart para organizar essa nova fase.
OpenAI e Anthropic disputam investidores num momento quente do mercado de IA
Na disputa para ver quem chega primeiro à bolsa, a OpenAI corre contra a Anthropic, startup criada por ex-funcionários da própria desenvolvedora do ChatGPT. A empresa que criou o Claude estima que vai parar de dar prejuízo em 2028 – dois anos antes da sua rival.
Enquanto a OpenAI tenta levantar US$ 100 bilhões (R$ 519 bilhões) em investimentos antes do seu IPO, a Anthropic ganha fôlego com o sucesso da sua ferramenta de programação, o Claude Code. E negocia aportes que podem passar de US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões).
Como as duas empresas ainda gastam bilhões de dólares a mais do que ganham para desenvolver tecnologias, o dinheiro vindo do mercado de ações é essencial para elas continuarem a funcionar.
Além de disputarem entre si, OpenAI e Anthropic precisam enfrentar a SpaceX, de Elon Musk, que também deve estrear na bolsa em 2026, com expectativa de ultrapassar o US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em valor de mercado. Neste caso, a disputa entre as três é por atenção do público.
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