A lua vulcânica de Júpiter que expele enxofre intriga cientista

Io pode ser considerada a lua mais explosiva do Sistema Solar. Sendo a terceira maior de Júpiter, ela orbita próxima de suas irmãs grandes: Ganímedes e Europa, além do próprio gigante gasoso. Isso faz com que ela tenha uma influência gravitacional muito grande dos astros ao seu redor, o que pode contribuir para sua intensa atividade vulcânica. 

A aparência de Io também se destaca, já que o enxofre expelido por seus enormes vulcões dão uma coloração inédita para a Lua. Esses fatores faz com que o astro seja alvo de diversas pesquisas, incluindo uma que ano passado identificou gases que criam um tipo de erupção diferente, maior e talvez mais duradoura.

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Esse tipo de descoberta mostra que ainda existem mistérios sobre essa Lua, mesmo tendo sido flagrada por sondas como a Voyager e a Galileu, Io ainda é frequentemente estudada e muitas perguntas sobre seu interior ainda estão sem respostas.

Em entrevista ao New York Times,  Ashley Davies, cientista planetária e vulcanóloga do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, disse que a pesquisa feira ano passado trouxe dados surpreendentes. 

“Está mostrando que Io é certamente um dos corpos mais energéticos do sistema solar, e você não tem ideia de como vai aparecer quando você ligar o telescópio”, explicou a especialista que não teve ligação com a pesquisa.

O telescópio a que ela se refere é o da sonda Juno. O satélite está na órbita de Júpiter desde 2016 coletando informações e, em dezembro deste ano, deve passar pertinho da Io.

Núcleo e atmosfera da lua Io (Imagem: Divulgação/NASA)

Estudo trouxe novas informações sobre lua de Júpiter

O Dr. Morgenthaler e sua equipe, que conduziram a pesquisa, utilizaram uma técnica diferente para observar Io. Normalmente, telescópios infravermelhos apontados diretamente para o astro conseguem captar os pontos vulcânicos. No entanto, por cinco anos os pesquisadores focaram no toro plasmático da lua através do observatório Io Input/Output (IoIO) do Instituto de Ciência Planetária, no Arizona.

Ou seja, ao invés de usarem o infravermelho, os pesquisadores apostam no IoIO para bloquear a luz de Júpiter e medir o gás ao seu redor. Isso foi feito justamente para medir a intensidade dos vulcões, algo que não é possível fazer usando apenas infravermelho.

O monitoramento ocorreu por cinco anos até que em dezembro do ano passado uma grande explosão vulcânica surpreendeu os cientistas. Apesar do tamanho, a concentração de dióxido de enxofre foi muito menor do que a sugerida pela grandeza da explosão. Isso indica que a erupção pode ter tido uma composição química diferente.

“Estou apenas levantando a bandeira e dizendo: ‘Isso aconteceu’”, Dr. Morgenthaler disse depois de anunciar a observação este mês. No momento, ainda faltam mais pesquisas para entender o que realmente aconteceu lá, já que muitas hipóteses ainda são consideradas, desde uma dissipação mais rápida dos gases até um formato diferente da erupção. O fato é que a expectativa em torno da lua Io de Júpiter só aumenta.

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