A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de um lote de leite condensado da marca La Vaquita e a apreensão dos suplementos Glicojax e Durasil nesta semana.
O lote 183/3 B do leite condensado foi reprovado em teste microbiológico por excesso de Staphylococcus aureus, bactéria causadora de intoxicação alimentar. Já os suplementos foram proibidos por prometerem benefícios terapêuticos sem comprovação científica e por não identificarem seus respectivos fabricantes.
Contaminação bacteriana em leite condensado e ausência de registro em suplementos motivam fiscalização da Anvisa
A interdição do leite condensado La Vaquita foi baseada em análises do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ). O lote apresentou níveis elevados de Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), microrganismos que podem provocar doenças graves. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (02), a medida de segurança visa prevenir casos de intoxicação alimentar entre os consumidores do produto semidesnatado.

Já os suplementos Glicojax e Durasil foram retirados do mercado por operarem sem identificação de origem ou fabricante. Além disso, o Glicojax prometia (falsamente) auxiliar no controle da glicose e suporte cardiovascular, enquanto o Durasil alegava melhoria na função erétil. A Anvisa reforça que suplementos não são medicamentos e não podem oferecer tratamentos para doenças. A proibição deles também saiu no DOU de segunda-feira (confira aqui e aqui).
Em resposta à interdição, a Apti Alimentos declarou que o leite condensado citado foi associado à marca de forma errônea pela agência. E as plataformas de e-commerce Mercado Livre e Shopee confirmaram à Agência Brasil a remoção imediata dos anúncios dos produtos irregulares após a decisão da Anvisa.
(Essa matéria também usou informações da Anvisa – sobre o leite condensado e os suplementos em questão.)
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