Após Titan, segurança de submarinos vira tema de debate

Autoridades marítimas dos Estados Unidos afirmam que irão emitir um relatório com o objetivo de melhorar a segurança dos submarinos em todo o mundo. A declaração ocorre após a implosão do submersível Titan, que deixou cinco pessoas mortas durante uma viagem para observas os destroços do navio Titanic.

Investigadores dos EUA, Canadá, França e Reino Unido estão trabalhando em colaboração na investigação do que causou o acidente de 18 de junho, que aconteceu em uma região de difícil acesso do Atlântico Norte. O local da implosão foi mapeado e um relatório final será enviado à Organização Marítima Internacional, mas sem data divulgada.

Vídeo no TikTok simulou a implosão do veículo (Imagem: Reprodução/TikTok)

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Os destroços da embarcação foram localizados a cerca de 12.500 pés (3.810 metros) debaixo d’água e a cerca de 1.600 pés (488 metros) do Titanic, segundo informações da Guarda Costeira americana. Especialistas apontam que não há mais evidências a serem encontradas no local.

De quem é a responsabilidade?

Um dos principais problemas na investigação é atribuir qual ou quais das agências e organismos são responsáveis por determinar a causa da tragédia, que aconteceu em águas internacionais.A OceanGate Expeditions, empresa que possuía e operava o Titan, tem sede nos EUA, mas o submarino foi registrado nas Bahamas. Enquanto isso, a nave-mãe da embarcação, o Príncipe Polar, era do Canadá. Já as vítimas são da Inglaterra, Paquistão, França e EUA.O Titan não estava registrado nem nos EUA nem em agências internacionais que regulam a segurança desse tipo de operação. Will Kohnen, presidente do comitê de veículos submarinos tripulados da Sociedade de Tecnologia Marítima, afirmou nesta segunda-feira (26) que espera que a investigação promova reformas na legislação. Ele observou que as autoridades de muitos países, inclusive dos Estados Unidos, têm regulamentos para submersíveis turísticos, mas nenhum cobre as profundidades que o Titan pretendia alcançar. A Organização Marítima Internacional, agência marítima da ONU, tem regras semelhantes para submersíveis turísticos em águas internacionais.

Essa foi a primeira imagem das buscas divulgada (Reprodução/Guarda Costeira dos EUA)

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“Stockton percebeu que a única maneira de ajudar a humanidade a desvendar os segredos do oceano era burlar as regulamentações e provar que isso poderia ser feito da maneira mais segura possível”. É o que contou Guillermo Söhnlein, cofundador da OceanGate, empresa do submarino que implodiu perto do Titanic, em entrevista ao The Wall Street Journal.

Clique aqui e veja os detalhes do relato.

Com informações da TechXplore.

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