Em 1º de abril de 1976, um trio de fãs de tecnologia fundou uma empresa que se tornaria um dos maiores ícones dessa indústria. É a Apple, que nesta quarta-feira (1º) completa cinco décadas de existência.
A marca da maçã foi responsável por liderar ou ao menos ser referência em uma série de setores, de computadores pessoais até processadores. Ela também se notabilizou pela criatividade — seja no design de seus dispositivos, planejados até na forma de abertura da embalagem, ou nas campanhas publicitárias, que marcaram época com vídeos de impacto.
Também com uma série de fracassos para além dos produtos mais lembrados, ela é uma das companhias privadas mais valiosas do mundo atualmente, mesmo sob críticas de que ela talvez não seja mais tão inovadora quanto antes.
Nessa data especial para esse símbolo do mercado dos Estados Unidos, o TecMundo reuniu algumas curiosidades e reflexões sobre essa data festiva.
Um fundador desconhecido
A fundação da Apple foi oficializada por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. Jobs e Woz eram amigos e bem diferentes entre si: um deles era mais voltado para o marketing e o lado criativo, enquanto o outro era um prodígio da engenharia.
A dupla resolveu montar o próprio empreendimento ao lançar o Apple I, um computador pessoal vendido sob encomenda e em forma de kit, ou seja, para ser montado por entusiastas da área.
A primeira sede da companhia era a casa dos pais de Jobs, na região de Los Altos, no estado da Califórnia. Já a logo escolhida para representar a companhia era bem diferente do visual atual: uma ilustração do físico Isaac Newton, que formulou as leis da gravidade e teria se inspirado no movimento de queda de uma maçã em seus estudos.
Já Ronald Wayne era um conhecido dos Steves, vários anos mais velho que a dupla e entrou na sociedade com 10% da empresa, principalmente pela experiência como investidor. Porém, duas semanas depois ele desistiu da sociedade e vendeu a sua participação por US$ 800 para os sócios, com receio de que o empreendimento daria errado.
Só no ano seguinte a marca trouxe outra figura experiência para o time: Mike Markkula, que investiu e também atuou como CEO da Apple neste momento inicial. Em entrevistas décadas depois, Wayne declarou que não se arrependeu da ação, que hoje renderia a ele alguns bilhões de dólares.
As revoluções da Apple
Ao longo dos anos, foram vários os produtos de renome da Apple, incluindo alguns atualizados até os dias de hoje. O TecMundo separou alguns dos maiores lançamentos dos 50 anos da empresa em uma matéria especial.
- Mesmo entre tantos dispositivos, alguns deles se destacam pela importância até cultural. O primeiro grande mercado da Apple foi mesmo o de computadores pessoais — do Apple II, primeiro sucesso comercial da ainda jovem companhia em 1977, até o Macintosh de 1984, que ajudou a popularizar o uso do mouse e a interface gráfica de usuário.
- Outra geração foi conquistada por dispositivos portáteis. É o caso do iPod (2001), que foi uma enorme mudança no consumo de música digital, e o iPhone (2007), que não foi o primeiro telefone inteligente do mercado, mas rapidamente virou o caminho a ser seguido pelas rivais.
- A companhia também se posicionou como uma das lideranças nos mercados de tablets (o primeiro iPad é de 2010), relógios inteligentes (com o Apple Watch, de 2015) e fones de ouvido sem fio (a primeira geração dos AirPods é de 2016).
Lideranças de longo prazo
Para além dos produtos famosos, a Apple também é lembrada por ter em cargos executivos de liderança que passaram bastante tempo em atuação — ao menos quando a fase da companhia é positiva.
O primeiro CEO de importância na Apple foi John Sculley, um executivo contratado por Jobs depois de trabalhar na Pepsi. Entre 1983 e 1993, ele ajudou a consolidar a companhia como uma gigante, mas se desentendeu várias vezes com o cofundador e foi um dos responsáveis pela demissão forçada dele em 1985.
Jobs só retornou para a Maçã em 1997, agora como gerente executivo. No momento financeiro mais delicado da história da marca, ele enxugou o catálogo de produtos e cancelou vários projetos em andamento.
O primeiro sucesso da marca nesse retorno foi o iMac, que virou um dos produtos mais elogiados da empresa. Jobs saiu do cargo apenas em agosto de 2011, por questões de saúde. Ele faleceu poucos meses depois em meio a uma batalha contra um câncer.
O substituto no cargo é o executivo que segue como CEO até hoje: Tim Cook, então gerente de operações da marca e braço direito de Jobs nas decisões cotidianas.
Como é a “nova” Apple?
A Apple cinquenta anos depois da fundação guarda semelhanças e diferenças com a empresa de garagem que começou vendendo computadores desmontados.
Ela terminou o ano de 2025 como líder global em vendas de smartphones, ultrapassando a rival Samsung. E ela segue como uma das empresas mais valiosas do mundo, com US$ 4 trilhões em valor de mercado em outubro do ano passado.
A marca também vive de altos e baixos: modelos mais acessíveis em preço, como o MacBook Neo e o iPhone 16e, foram bem sucedidos em especial em mercados como os EUA. Mas ela também teve problemas com itens mais ousados, como no fiasco comercial do headset imersivo Apple Vision Pro.
Em outra mudança em relação ao velho modelo de negócios, a Apple hoje concentra muitos esforços em serviços. Essa é uma fonte alternativa e importante de receita para a marca hoje, sendo uma forma recorrente e de fidelização para angariar novos e velhos fãs.
Exemplos incluem desde plataformas mais antigas, como o iCloud, até os planos de assinatura como o streaming Apple TV+, a curadoria de jogos mobile Apple Arcade e o pacote Apple One.
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