As mudanças climáticas estão alterando as migrações de baleias

A baleia jubarte é a responsável pela maior migração que se tem conhecimento no nosso planeta. Estes animais podem percorrer distâncias de até 25 mil quilômetros por ano para procurar comida e para fins reprodutivos.

Cientistas explicam que estas viagens são guiadas pela memória e por pistas ambientais que ajudam na orientação destes enormes mamíferos. No entanto, as mudanças climáticas estão embaralhando estes sinais e desviando os tradicionais cursos migratórios.

Aumento das temperaturas do planeta estão criando um desequilíbrio preocupante (Imagem: Barnaby Chambers/Shutterstock)

Aumento do risco de extinção

  • O mais recente relatório da Convenção das Nações Unidas sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens alerta sobre este cenário.
  • A organização monitora e protege mais de mil espécies migratórias.
  • Destas, 20% correm risco de extinção.
  • Segundo os cientistas, os efeitos das mudanças climáticas na migração aumentam ainda mais este risco.
  • Isso cria um desequilíbrio ambiental, alterando quando e onde os recursos aparecem, além de quão abundantes eles são.
  • Ao mesmo tempo, ocorrem mudanças importantes nas condições ambientais que as espécies devem suportar e os outros organismos com os quais interagem.

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Crise climática está reduzindo a quantidade de krill disponível para as baleias (Imagem: Millionstock/Shutterstock)

Os impactos das mudanças climáticas no ciclo natural das baleias

De acordo com o documento, o desvio de curso das migrações das baleias faz com que muitos destes animais acabem presos em equipamentos de pesca. Esse cenário pode reduzir drasticamente a população destes mamíferos.

Em condições normais, as baleias migratórias chegam às suas áreas de alimentação polar na mesma época em que o krill, sua presa preferida, está abundante. Essa sincronicidade permite que os animais se alimentem por vários meses, construindo reservas de gordura que garantirão a sobrevivência durante a viagem de volta para seus locais de reprodução.

Baleias estão percorrendo distâncias ainda maiores em busca de comida (Imagem: OSTILL is Franck Camhi/Shutterstock)

O problema é que o aumento médio das temperaturas do planeta e o derretimento do gelo marinho estão interrompendo esse ciclo. Há cada vez menos krill disponível, o que força as baleias a percorrerem distâncias ainda maiores para buscar comida, sem nenhuma garantia de que isso vá acontecer.

O resultado disso, explicam os pesquisadores, é que está se tornando mais comum ver algumas das maiores baleias do mundo, incluindo jubartes, em regiões atípicas. Além disso, elas parecem muito mais magras do que o normal, o que pode ter um impacto direto na capacidade de reprodução e sobrevivência das espécies.

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