A demanda por IA e pelos data centers está aumentando as preocupações sobre o consumo de energia nos Estados Unidos – e como isso afetará a conta de luz dos clientes. A OpenAI garantiu que isso não será um problema.
A desenvolvedora afirmou que adotará medidas para reduzir o impacto ambiental e energético de seus data centers, e que se compromete a pagar pela energia consumida.

OpenAI vai pagar pela energia de seus data centers
Em comunicado, a OpenAI disse que pretende arcar integralmente com a energia utilizada em suas operações, garantindo que a expansão dos data centers não aumente a conta de luz dos consumidores. A decisão vem em meio à crescente resistência de comunidades locais a grandes projetos de infraestrutura de IA, como é o caso do Stargate.
A empresa ainda afirmou que adotará medidas para reduzir o impacto ambiental e energético dos centros de dados. Os planos incluem “inovações em sistemas de água de resfriamento”, para minimizar o consumo de água potável, uma das principais críticas ao projeto. Além disso, garantiu investimentos diretos em eletricidade, para evitar que os custos sejam repassados à população.
A OpenAI também escreveu que trabalhará em conjunto com autoridades e comunidades locais para mitigar os impactos de suas unidades Stargate, mas não deu detalhes de como isso será feito. Entre as possibilidades, estão o fornecimento de energia através de fontes próprias ou de financiamento para melhorias na rede elétrica regional.

Resistência aos data centers
A posição da OpenAI segue um movimento semelhante adotado recentemente por outras gigantes do setor, como a Microsoft, que também anunciou compromissos voltados a mitigar impactos locais de seus data centers.
A crescente oposição a essas instalações tem se tornado um desafio relevante para empresas de tecnologia, levando, em alguns casos, ao adiamento ou cancelamento dos projetos.
Algumas das principais críticas envolvem o consumo de água potável e de energia, que pode afetar diretamente a conta de luz das comunidades locais ou até provocar escassez de recursos. Um relatório da BloombergNEF projeta que a demanda por energia nos data centers deve quase triplicar na próxima década, principalmente em regiões rurais dos Estados Unidos. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

Projetos também enfrentam resistência na América Latina
Apesar das empresas estarem focadas nos Estados Unidos, como é o caso do Stargate da OpenAI, também há planos para fora do país. O TikTok, por exemplo, já prepara a construção de um data center no Ceará (saiba mais aqui).
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Esses projetos também enfrentam desafios na América Latina:
- A expansão das estruturas na região despertou preocupações relacionadas ao impacto ambiental (como consumo de água e energia) e falta de transparência;
- Em entrevista ao The Guardian, a pesquisadora Paz Peña, da Mozilla Foundation, explica que países como Chile, Brasil e Uruguai estão no centro do debate sobre a instalação de data centers;
- Governos latino-americanos têm incentivado esses investimentos bilionários por meio de políticas públicas e isenções fiscais, mas sem criar regulações ambientais específicas para o setor;
- No Brasil, por exemplo, os incentivos fiscais a empresas de tecnologia também provocaram críticas sobre a falta de contrapartidas ambientais.
Veja os detalhes neste link.
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