Uma frente fria avança pelo Sul do Brasil nesta sexta-feira (06). E isso deve mudar o clima em várias regiões do país. Esse sistema funciona como um organizador de nuvens, aumentando o risco de pancadas de chuva fortes e temporais, principalmente no Sudeste.
A chegada da chuva ocorre num momento de calor extremo no Rio Grande do Sul, onde moradores enfrentam até racionamento de água. Além disso, órgãos de monitoramento alertam que, como o solo já está muito úmido em várias partes do Brasil, o risco de alagamentos e deslizamentos de terra é alto com a chegada de novas tempestades.
Aumento de chuva traz risco de desastres e queda de temperatura para algumas partes do Brasil
Confira abaixo a previsão do tempo, organizada por região do país, segundo o G1:
Sul
Uma frente fria começa a avançar pelo Rio Grande do Sul e deve se espalhar para Santa Catarina e o Paraná ao longo desta sexta. Esse sistema meteorológico aumenta o risco de temporais, pancadas fortes de chuva e ventania em diversas áreas da região. No Rio Grande do Sul, as instabilidades começaram a aparecer já entre a madrugada e a manhã desta sexta.
Apesar da chegada da chuva, o calor intenso ainda aparece antes da mudança mais brusca de temperatura. Em Porto Alegre, a máxima pode chegar a 36 °C na sexta antes de o calor diminuir no sábado (07), enquanto em Florianópolis e Curitiba o tempo segue instável com risco de trovoadas e chuvas mais volumosas.
Sudeste
A combinação de uma frente fria com a umidade vinda do oceano e o calor típico da estação facilita a formação de muitas nuvens carregadas. A previsão indica que a chuva pode cair várias vezes ao dia, com intervalos curtos, trazendo um risco elevado de volumes altos em pouco tempo. As áreas mais afetadas devem ser a Zona da Mata Mineira, o Vale do Paraíba, o litoral norte de São Paulo e a região serrana do Rio de Janeiro.
Cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte devem ter pancadas frequentes, com temperaturas máximas em torno de 31 °C e 26 °C, respectivamente. Como o solo já se encontra úmido, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) alerta para o risco de deslizamentos de terra em encostas e alagamentos em áreas urbanas vulneráveis.
Centro-Oeste
O calor continua predominando na maior parte da região, mas a atmosfera carregada favorece a ocorrência de pancadas de chuva, especialmente nos períodos da tarde e da noite. Em Mato Grosso e Goiás, essas chuvas podem ser acompanhadas de rajadas de vento e trovoadas. Em Cuiabá, a previsão é de temporais isolados com temperaturas máximas por volta dos 32 °C.
Em Brasília, o tempo deve permanecer abafado, com chuvas distribuídas ao longo do dia. A temperatura na capital federal deve subir um pouco no sábado antes de uma queda mais notável no domingo (08), quando os termômetros devem variar entre 18 °C e 24 °C sob chuva frequente.
Nordeste
A instabilidade no Nordeste é influenciada por um sistema chamado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que funciona como um redemoinho de ventos nas camadas altas da atmosfera. Esse fenômeno ajuda o ar quente e úmido a subir, o que facilita a surgimento de nuvens pesadas e temporais em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.
Mesmo com a ocorrência de chuvas fortes, raios e ventos, o calor segue firme nas capitais nordestinas, com máximas que podem variar entre 30 °C e 33 °C. Existe um alerta moderado para o risco de alagamentos em áreas urbanas de cidades como Fortaleza e Natal, além de possíveis cheias em municípios próximos ao rio São Francisco.
Norte
A região já vem tendo chuvas frequentes. E essa tendência deve continuar devido ao forte calor e à alta umidade. Esperam-se pancadas fortes, principalmente nos estados do Amazonas, Pará, Tocantins e Amapá. Em Manaus, Belém e Macapá, as temperaturas máximas devem girar entre 29 °C e 30 °C.
O grande alerta para esta região é o fato de o solo já estar bastante encharcado, o que eleva o risco de inundações e deslizamentos se a chuva persistir. No Acre e no Amazonas, há uma preocupação especial com a inundação gradual de áreas ribeirinhas por causa do nível elevado dos rios.
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