Antes que você se pergunte: não, a Black Friday não está logo ali, não. Mas, nem por isso, os brasileiros não estão se planejando para gastar na data que já se consagrou como uma das mais importantes no varejo. Aliás, é só dia 28 de novembro — praticamente três meses.
Neste ano, os consumidores pretendem fazer compras de, pelo menos, R$ 600, segundo uma pesquisa do Google divulgada nesta quinta-feira (28). E não tem nada dessa história de aproveitar as promoções para garantir presentes de Natal: a maioria pretende gastar com mimos para si próprio, de acordo com o levantamento.
O estudo obtido pelo g1 foi feito on-line em parceria com a empresa de pesquisas Offerwise, em julho, com duas mil pessoas de diferentes regiões e classes econômicas.

Destaques da pesquisa
- 54% das pessoas guardam dinheiro especificamente para a Black Friday;
- 83% começam a economizar mais de um mês antes (e mapeiam valores e locais para as compras);
- 7% afirmam não comprar por duvidar das promoções (o que indica um aumento na confiança);
- 48% dos entrevistados já têm a lista de desejos pronta (para eles, essa é a única ocasião que justifica a compra de bens duráveis e de alto valor);
- 37% se preocupam com o prazo de entrega;
- 41% se importam com o valor do frete;
- 68% dos consumidores afirmam que podem mudar a compra por um bom preço;
- 40% podem gastar mais do que o previsto por medo de arrependimento.

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Evite ciladas na Black Friday
Todos os anos, o Olhar Digital prepara uma lista com dicas para evitar ciladas no que muita gente chama de “Black Fraude”. Afinal, ninguém quer ser enganado com preços supostamente atraentes, mas que, no final, não refletem um desconto real.
Nessa contagem regressiva para o grande dia, os clientes já podem criar alertas para o produto desejado em sites, como Buscapé e Zoom. Assim, é possível acompanhar, mais facilmente, as mudanças de valor por e-mail ou WhatsApp.
No ano passado, a Secretaria Nacional do Consumidor divulgou uma cartilha com práticas para evitar fraudes. Isso inclui pesquisar se o CNPJ da empresa está ativo e desconfiar de descontos muitos altos — geralmente um indício de golpe.

Na edição de 2024, a principal reclamação dos consumidores foi relacionada a atrasos na entrega de mercadorias, segundo um balanço do Procon-SP. Além disso, houve queixas sobre produtos ou serviços diferentes do que foi adquirido, cancelamento de compras após a finalização da venda, maquiagem de preços e indisponibilidade dos itens anunciados.
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