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Bomba gravitacional é nuclear? Entenda o armamento citado pelos EUA

by Fesouza
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Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (4) que pretendem usar bombas gravitacionais de precisão em novos ataques contra o Irã, caso a escalada militar continue. O armamento foi citado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, ao falar sobre o arsenal disponível para operações na região.

A menção ao termo pode gerar dúvidas sobre o tipo de arma envolvida. Bombas gravitacionais não são necessariamente nucleares. A expressão descreve o modo de lançamento do armamento, liberado por aeronaves e guiado até o alvo durante a queda, e não o tipo de explosivo que ele carrega. Dependendo do modelo, essas bombas podem usar cargas convencionais ou ogivas nucleares.

Bomba gravitacional é nuclear? Entenda o armamento citado pelos EUA
Bombas gravitacionais de precisão são chamadas assim por serem liberadas de aeronaves e guiadas até seus alvos, não pelo tipo de explosivo que carregam (Imagem: reprodução/Força Aérea dos Estados Unidos)

O que define uma bomba gravitacional?

  • Bombas gravitacionais são artefatos lançados por aviões em direção a um alvo no solo.
  • Diferentemente de mísseis ou foguetes, elas não possuem sistema próprio de propulsão após o lançamento.
  • O funcionamento depende da gravidade e da velocidade do avião no momento da liberação. A partir daí, a bomba segue em queda até atingir o alvo.
  • Esse foi o primeiro tipo de bombardeio aéreo usado em guerras e continua sendo amplamente empregado, embora com tecnologias mais avançadas.
  • Atualmente, muitos desses armamentos recebem kits de orientação, que permitem corrigir a trajetória durante a queda.
  • Esses sistemas podem usar laser, GPS ou outros sensores para aumentar a precisão do impacto.
  • Por isso, essas armas também são chamadas de bombas guiadas ou bombas inteligentes.

Nem toda bomba gravitacional é nuclear

O fato de bombas gravitacionais terem sido usadas em ataques nucleares históricos contribui para a confusão. As bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial eram desse tipo, pois foram liberadas por bombardeiros e seguiram trajetória de queda até o alvo.

little boy e fat guy
Réplicas das bombas atômicas Little Boy e Fat Man no Bradbury Science Museum, lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial (Imagem: EWY Media / Shutterstock.com)

Isso não significa que todas as bombas gravitacionais sejam nucleares. Na prática, a grande maioria das utilizadas hoje possui explosivos convencionais e é voltada para alvos específicos no campo de batalha.

Entre os alvos mais comuns estão:

  • depósitos de armas
  • veículos militares
  • centros de comando e controle
  • bunkers e estruturas subterrâneas

Alguns modelos são projetados para penetrar o solo antes de explodir, usando um mecanismo de detonação com atraso para destruir instalações fortificadas.

A bomba MOP GBU-57 A/B é nuclear?

Um exemplo citado no contexto da tensão com o Irã é a GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, também chamada de MOP.

Apesar de ser frequentemente associada a ataques contra instalações nucleares, ela não é uma bomba nuclear. Trata-se de uma bomba convencional de grande porte projetada para destruir estruturas subterrâneas fortemente protegidas.

A arma pesa cerca de 14 toneladas e tem aproximadamente seis metros de comprimento. Após o lançamento, ela ganha velocidade durante a queda e pode penetrar dezenas de metros no solo antes da explosão, o que permite atingir bunkers ou instalações enterradas.

Bomba gravitacional é nuclear? Entenda o armamento citado pelos EUA
A Bomba GBU-57 não é nuclear. Trata-se de uma bomba convencional de 14 toneladas projetada para destruir estruturas substerrâneas (Imagem: reprodução/Força Aérea dos Estados Unidos)

Esse tipo de armamento é considerado uma das poucas opções capazes de atingir instalações nucleares profundas, como complexos subterrâneos construídos em áreas montanhosas.

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Quando bombas gravitacionais são usadas

Outro fator importante para o uso desse tipo de arma é o controle do espaço aéreo. Como a bomba precisa ser lançada por um avião relativamente próximo do alvo, as forças que realizam o ataque precisam ter superioridade aérea.

Isso significa conseguir operar aeronaves sobre o território inimigo com risco reduzido de serem abatidas por sistemas antiaéreos ou mísseis.

Por esse motivo, bombas gravitacionais de precisão costumam ser usadas em cenários em que a força atacante já conseguiu reduzir ou neutralizar as defesas aéreas do adversário. Nessas condições, o armamento pode ser empregado para atingir alvos específicos com maior precisão e menor necessidade de grandes bombardeios.

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