O Brasil e a Índia formalizaram, neste sábado (21), uma parceria de peso voltada para o suprimento de minerais críticos e terras raras. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante agenda oficial em Nova Délhi. Segundo informações do G1, o foco principal é garantir a base física para a produção de semicondutores, baterias e dispositivos de alta complexidade.
A medida é vista como um passo vital para que ambos os países ganhem autonomia na fabricação de componentes que hoje dependem de cadeias de suprimento globais instáveis.
O “combustível” para smartphones, IA e carros elétricos
O acordo não trata apenas de mineração bruta, mas da base necessária para a indústria 4.0. A cooperação técnica e de investimentos vai focar em minerais essenciais para:
- Mobilidade e energia: baterias de alta densidade para veículos elétricos e células fotovoltaicas para painéis solares;
- Hardware de consumo: componentes para smartphones e eletrônicos de última geração;
- Defesa e aeroespacial: motores de jatos e sistemas de mísseis que exigem ligas metálicas ultra-resistentes.
Segundo o governo brasileiro, o objetivo é que o país deixe de ser apenas um exportador de matéria-prima e passe a integrar a cadeia de valor agregado, processando esses materiais internamente para gerar tecnologia própria.
Foco em IA e independência da China
A assinatura do acordo ocorreu no contexto de uma cúpula global sobre Inteligência Artificial, reforçando que a infraestrutura de dados e processamento depende diretamente desses minerais.
Para a Índia, o movimento é estratégico para reduzir a dependência tecnológica da China, que atualmente domina o refino de terras raras no mundo. Já o Brasil entra na jogada como uma potência de recursos, detendo a segunda maior reserva mundial desses minerais. De acordo com Modi, o entendimento é fundamental para construir “cadeias de suprimento resilientes” frente às tensões geopolíticas globais.
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Expansão tecnológica na Ásia
A parceria reflete o crescimento das trocas comerciais entre as duas nações, que já superaram os US$ 15 bilhões em 2025. A meta agora é atingir os US$ 20 bilhões até 2030, com forte peso no setor de inovação e energia renovável.
Após o compromisso na Índia, a comitiva brasileira segue para a Coreia do Sul. O objetivo é se reunir com o presidente Lee Jae-myung e participar de um fórum empresarial focado em semicondutores e eletrônicos, buscando novos investimentos para o parque industrial brasileiro.
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