A operação que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado (3), envolveu mais de 150 aeronaves de diferentes tipos e características, de acordo com militares dos Estados Unidos. O bombardeiro B-1B Lancer, utilizado em ações de maior complexidade, era uma delas.
Planejada durante meses, a “Operação Absolute Resolve” foi liderada pela unidade Delta Force, grupo de elite de missões especiais do Exército americano especializado em contraterrorismo e resgate de reféns. A invasão ao território venezuelano também contou com a participação de várias agências de inteligência e outras autoridades.
Tecnologias usadas na invasão dos EUA à Venezuela
Partindo de pelo menos 20 locais diferentes, tanto em terra quanto no mar, a frota com centenas de aeronaves usadas pelos militares americanos durante a invasão à Venezuela incluía modelos como:
- Bombardeiros B-1B Lancer;
- Caças F-22 Raptor, F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet;
- Avião de combate para guerra eletrônica EA-18 Growler;
- Avião de alerta E-2 Hawkeye, usado para detectar ameaças e coordenar operações;
- Variados modelos de aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento;
- Drones pilotados remotamente — especula-se que o modelo MQ-9 Reaper tenha sido utilizado;
- Helicópteros do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais do Exército.
Segundo o general da Força Aérea dos EUA, Dan Caine, os aviões abriram caminho para os helicópteros que desceram até o local onde Maduro estava, desativando os sistemas de defesa aérea locais. Um dos helicópteros foi atingido por disparos e os tripulantes se feriram, mas continuou operando e completou a missão.
Os esforços para a captura do ditador venezuelano incluíram ações do Comando Espacial e do Comando Cibernético dos EUA, além da Agência de Segurança Nacional (NSA), Agência Central de Inteligência (CIA) e Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA). Essas equipes atuaram nos cortes de energia e internet em Caracas e outras cidades.
Informações oficiais de Washington dão conta de que nenhum militar americano foi morto durante o ataque aéreo. Já do lado venezuelano, pelo menos 40 pessoas teriam sido mortas em meio à Operação Absolute Resolve, incluindo civis — imagens da ação mostraram várias explosões na capital do país.
Nicolás Maduro e esposa detidos
Conforme a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro é considerado chefe de uma organização criminosa parceira de quadrilhas internacionais responsáveis por transportar milhares de toneladas de cocaína para o território americano. A administração Donald Trump também o acusa de roubar petróleo e outros ativos do país.
Alguns dias antes da prisão, o líder venezuelano disse que as acusações eram falsas e que estava disposto a conversar com o republicano sobre os problemas envolvendo o tráfico de drogas. Sua esposa, Cilia Flores, também foi detida durante a operação militar.
Nicolas Maduro on board the USS Iwo Jima. pic.twitter.com/omF2UpDJhA
— The White House (@WhiteHouse) January 3, 2026
Em seu perfil na plataforma Truth Social, Trump postou uma foto que seria de Maduro vestindo roupa cinza, algemado e com os olhos vendados. O registro foi feito enquanto ele estava a bordo do navio USS Iwo Jima, a caminho de Nova York, onde passará por julgamento.
No momento, a Venezuela é comandada pela vice-presidente, Delcy Rodríguez, que tomou posse logo após a ação dos militares americanos. Porém, não se sabe se ela continuará no cargo a longo prazo.
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