O caso envolvendo Jeffrey Epstein continua entre os assuntos mais comentados do momento e recentemente ganhou repercussão também no universo dos games. A polêmica surgiu após alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) apresentarem em sala de aula um projeto de jogo inspirado no caso do financista — condenado por crimes ligados à exploração sexual de menores.
A proposta acadêmica gerou controvérsia entre estudantes e nas redes sociais devido ao tema escolhido para o projeto. A atividade fazia parte de um exercício de concepção de jogos dentro do curso de engenharia da computação da instituição.
Após a repercussão do caso, o instituto afirmou que o projeto foi descartado por ser considerado inadequado. “A proposta foi imediatamente descartada por ter sido identificada como assunto inapropriado”, informou o ITA em nota oficial.
Conheça o jogo polêmico inspirado em um dos maiores criminosos sexuais da história
O jogo apresentado pelos estudantes recebeu o nome “A Fuga de Sid” e colocava o jogador no papel de uma adolescente de 15 anos sequestrada e levada para uma ilha por seis homens. Dentro da proposta, a personagem precisava encontrar maneiras de escapar do local.
A mecânica descrita no projeto envolvia explorar o cenário em busca de recursos como combustível e um barco para fugir da ilha. Ao mesmo tempo, a protagonista precisava evitar os sequestradores e lidar com comportamentos específicos de cada personagem.
De acordo com o material apresentado na aula, cada um dos antagonistas possuía preferências ou características que deveriam ser exploradas pela personagem para facilitar a fuga. Entre os exemplos citados estava a necessidade de evitar determinados comportamentos que desagradavam alguns dos personagens.
Imagens da apresentação divulgadas posteriormente mostraram que um dos slides incluía uma foto de Jeffrey Epstein, figura central do caso real que inspirou o tema do projeto.
Epstein foi um financista americano acusado de comandar um esquema internacional de exploração sexual de menores. Ele foi preso em 2019 sob acusações de tráfico sexual, mas morreu na prisão enquanto aguardava julgamento.
ITA se posicionou sobre o jogo de Epstein
Após a repercussão da apresentação, o ITA divulgou uma nota explicando o contexto da atividade acadêmica. Segundo a instituição, os alunos haviam sido convidados a apresentar apenas propostas iniciais de temas para o desenvolvimento de jogos durante o bimestre.
De acordo com o comunicado, o projeto foi identificado como inadequado e descartado imediatamente após a apresentação em sala de aula. “A proposta foi imediatamente descartada por ter sido identificada como assunto inapropriado”, afirmou a instituição em comunicado enviado à imprensa.
O ITA também informou que o caso está sendo tratado internamente. “O caso está sendo tratado de forma célere e responsável, dentro das normas vigentes da instituição”, acrescentou a nota.
Epstein também esteve envolvido de alguma forma com microtransações em Call of Duty
O nome de Jeffrey Epstein também voltou ao debate recentemente após a divulgação de documentos conhecidos como “arquivos de Epstein”. Entre os registros aparecem trocas de e-mails relacionadas à economia digital e monetização em jogos.
As mensagens mencionam conversas envolvendo o financista, o futurista Pablos Holman e o então executivo Bobby Kotick, ex-CEO da Activision Blizzard. Parte dessas discussões teria ocorrido pouco antes da expansão das microtransações na franquia Call of Duty.
Os e-mails fazem referência a ideias envolvendo recompensas digitais e itens virtuais como formas de engajamento econômico dentro dos jogos. O tom da conversa, inclusive, envolvia a doutrinação de crianças a esse tipo de sistema.
Apesar das menções, os documentos não indicam participação direta de Epstein no desenvolvimento da série. As conversas aparecem apenas como parte de trocas privadas relacionadas ao tema de economia digital.
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