O CEO da Netflix defendeu a compra de parte da Warner Bros. Discovery ao afirmar que o streaming compraria “ativos que não possui atualmente”. Ted Sarandos participou do programa Today e colocou mais lenha na fogueira da disputa entre Netflix e Paramount em relação à compra da Warner.
A respeito da briga entre as duas gigantes para concluírem a transação, Sarandos enfatizou que a proposta da Netflix é focada em “crescimento”. “Estamos adquirindo um estúdio de cinema e uma distribuidora que não possuímos atualmente — isso vai ampliar nossa atuação no mercado”, explica Sarandos.
O executivo sugere que a indústria seria menor caso a Paramount adquirisse a Warner, uma vez que a empresa já é uma forte distribuidora e estúdio de lançamentos para o cinema. Vale notar que a proposta da Paramount é de US$ 108 bilhões (cerca de R$ 558 bilhões na cotação atual) para comprar toda a Warner Bros. Discovery.
Em contrapartida, a Netflix ofereceu US$ 82 bilhões (R$ 424 bilhões) para adquirir a Warner, New Line Cinema e o HBO Max. A Netflix está na dianteira do negócio e a Warner colocou um prazo para a Paramount melhorar sua última proposta. Ainda não se sabe se a empresa vai aumentar o valor ou não.
A briga de Trump com a Netflix
Durante sua participação no programa, Ted Sarandos aproveitou para esclarecer a situação entre Donald Trump e Susan Rice. Na ocasião, o CEO explicou que a negociação com a Warner “é um acordo comercial, não um acordo político”. “Ele [Trump] adora fazer várias coisas nas redes sociais”, ironiza Ted Sarandos.
- Susan Rice é conselheira da Netflix e explicou que as empresas e organizações que se “ajoelharam” para Trump serão cobradas no futuro caso os Democratas sejam reeleitos;
- A notícia caiu como uma afronta no núcleo próximo do presidente, que usou a rede social Truth para pedir a demissão de Rice;
- Trump explicou na postagem que a conselheira não tem “talentos ou habilidades” e faz apenas politicagem;
- Rice já fez parte do governo de Joe Biden e saiu da administração em 2023, quando se juntou ao time da Netflix;
- Caso Susan Rice não fosse demitida, Trump ameaçou que a Netflix enfrentaria “consequências”;
- Essas consequências devem se tornar algum tipo de dificuldade para os órgãos antitruste aprovarem a aquisição.
Questionado se a Netflix faria uma nova proposta caso a futura oferta da Paramount agradasse a Warner, Sarandos não quis “fazer hipóteses”. As próximas semanas serão decisivas para o acordo ser concretizado e fica a dúvida se a Netflix irá ceder aos anseios de Trump na demissão de Susan Rice.
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