Pesquisadores chineses testaram com sucesso, em setembro de 2025, um sistema inédito de geração de energia eólica que literalmente não fica no chão. Desenvolvido pela empresa Beijing SAWES Energy Technology em parceria com a Universidade Tsinghua e o Instituto de Pesquisa em Informação Aeroespacial da Academia Chinesa de Ciências, o projeto realizou seu primeiro voo na cidade de Hami, na região de Xinjiang, no noroeste da China, em uma área desértica usada para testes extremos.
Batizado de S1500, o equipamento funciona como um enorme dirigível, com cerca de 60 metros de comprimento, que flutua em grandes altitudes para capturar ventos mais fortes e estáveis do que aqueles próximos ao solo. Diferente das turbinas tradicionais, ele não depende de torres ou fundações profundas, o que reduz drasticamente o uso de materiais e os custos de instalação. A energia gerada é enviada ao solo por meio de um cabo de alta tensão conectado à estrutura aérea.
O segredo do sistema está no seu design interno. Dentro do “corpo” do dirigível há um duto com 12 turbinas, cada uma capaz de gerar até 100 kW, aproveitando correntes de vento que praticamente não variam ao longo do dia. Segundo os pesquisadores, ventos em grandes altitudes são muito mais eficientes para geração de energia, já que pequenas variações de velocidade resultam em aumentos exponenciais na quantidade de eletricidade produzida.
Além de aplicações comerciais, os cientistas veem potencial no uso emergencial da tecnologia, como no fornecimento rápido de energia após desastres naturais em regiões isoladas. O teste do S1500 é considerado o passo mais avançado de uma série de protótipos desenvolvidos nos últimos anos e indica que a China está cada vez mais perto de explorar uma nova fronteira da energia renovável, desta vez, no céu.
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