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​​Ciclone perde força, mas alerta de chuvas continua em várias regiões do Brasil

by Fesouza
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O clima no Brasil entra numa fase de transição nesta segunda-feira (12), com o afastamento de um ciclone extratropical em direção ao oceano. Embora o fenômeno perca força sobre o Sul, ele deixa um rastro de instabilidade atmosférica que mantém diversas regiões em alerta para chuvas fortes e temporais isolados ao longo do dia.

O quadro atual é de um país dividido entre o alívio térmico trazido pela chuva e a permanência de um calor intenso que serve de combustível para nuvens carregadas. Em metrópoles como o Rio de Janeiro e São Paulo, os termômetros atingiram marcas críticas no último fim de semana.

Instabilidade atmosférica se espalha e mantém estados sob alerta de temporais

Confira abaixo a previsão do tempo por região, segundo a Climatempo (via Canal Rural):

Mulher andando na com guarda-chuva aberto em dia com chuva e sol
Quadro atual é de um país dividido entre o alívio térmico trazido pela chuva e a permanência de um calor intenso (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Sul

O Paraná concentra as maiores atenções com previsão de chuva de moderada a forte intensidade durante a tarde, mesmo com o ciclone se distanciando da costa. Enquanto o interior paranaense segue em alerta, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul a instabilidade perde fôlego, ficando restrita principalmente à faixa litorânea e à Região Metropolitana de Porto Alegre.

Sudeste

Uma frente fria avança sobre a região, o que deve alterar o tempo principalmente no oeste paulista e na metade norte de Minas Gerais. Embora o sol apareça em grande parte da região pela manhã, a previsão é de que a chuva se espalhe no período da tarde, atingindo com mais vigor as áreas de São Paulo que fazem divisa com o Paraná.

Centro-Oeste

O risco de temporais com rajadas de vento é elevado devido à combinação de umidade e altas temperaturas. A instabilidade, que já atingiu Mato Grosso e Goiás durante a madrugada, ganha força entre o fim da manhã e o início da tarde, podendo gerar volumes elevados de chuva em curtos períodos de tempo.

Nordeste

A chuva avança pelo interior da região, com pancadas que começam no Maranhão e Piauí e se deslocam para o oeste da Bahia. Estados como Ceará e Rio Grande do Norte também devem ter registros de precipitação, embora o sol e o calor predominem nas demais áreas da região, o que deve manter o tempo firme.

Norte

Na região, o dia deve ser marcado por chuva forte e risco de temporais em quase todos os estados, especialmente no Amazonas, Acre e Rondônia. A atmosfera carregada provoca descargas elétricas e ameaça de alagamentos, com a única exceção sendo o nordeste do Pará, onde o tempo deve seguir mais aberto e com maior presença de sol.

Calor extremo atinge picos históricos e aciona protocolos de emergência em capitais

Antes da chegada das chuvas que prometem aliviar a sensação térmica, o Rio de Janeiro registrou 40°C em Santa Cruz, a maior temperatura do ano até agora. A gravidade da situação levou a prefeitura a acionar o Nível 3 do Protocolo de Calor, um estágio de alerta máximo utilizado quando as temperaturas extremas persistem por mais de três dias consecutivos.

Duas mulheres andando na rua. Uma delas está com uma sombrinha rosa sobre a cabeça. O dia está ensolarado e parece quente.
Em metrópoles como o Rio de Janeiro e São Paulo, os termômetros atingiram marcas críticas no último fim de semana (Imagem: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Em São Paulo, a segunda-feira ainda começou sob a influência de uma onda de calor persistente, com a possibilidade de a capital bater o recorde de tarde mais quente do ano. A expectativa é de que a máxima não passe dos 31°C nos próximos dias, uma queda gradual provocada pelas pancadas de chuva previstas para o final da tarde e noite.

Esse calor atípico reflete um contexto climático mais amplo. Isso porque o verão de 2024/2025 foi um dos seis mais quentes da história do Brasil desde o início das medições em 1961. Segundo dados oficiais, a temperatura média nacional ficou 0,34°C acima do normal, o que explica a frequência crescente desses eventos de calor extremo nas zonas urbanas.

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Para mitigar os riscos à saúde, as autoridades reforçam a necessidade de hidratação constante e o consumo de alimentos leves. As recomendações incluem evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, além de cuidados redobrados com crianças, idosos e animais de estimação, que são os mais vulneráveis à desidratação e ao choque térmico.

(Essa matéria também usou informações de G1 e UOL.)

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