Cientistas descobriram recentemente uma vespa pré-histórica no âmbar que viveu há impressionantes 105 milhões de anos. O fóssil, encontrado na região da Cantábria, na Espanha, apresenta um estado de conservação tão perfeito que permite observar detalhes minuciosos de sua anatomia. Esta descoberta lança uma nova luz sobre a biodiversidade do período Cretáceo e a evolução desses insetos.
Como ocorreu a descoberta da vespa pré-histórica no âmbar?
Segundo um estudo realizado pelo Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME), o exemplar pertence à espécie Cretevania orgonomecorum. A peça foi extraída da famosa jazida de El Soplao, um local conhecido mundialmente pela riqueza de seus depósitos de resina fóssil de árvores coníferas.
A preservação excepcional permitiu que os pesquisadores analisassem a estrutura das asas e do corpo sem a necessidade de técnicas invasivas ou destrutivas. O âmbar atuou como uma cápsula do tempo perfeita, mantendo a integridade física do animal por milhões de décadas e permitindo uma visão tridimensional rara para fósseis desse período.
🕒 105 Milhões de Anos: Período Cretáceo Inferior, época em que a vespa ficou presa na resina viscosa de árvores pré-históricas.
⛏️ Extração em El Soplao: Pesquisadores localizam o bloco de âmbar na Cantábria e iniciam os processos de limpeza e polimento.
🔬 Identificação Taxonômica: Análise morfológica confirma que se trata de uma nova espécie gigante dentro do grupo das Cretevania.
Quais são as características da Cretevania orgonomecorum?
Esta nova espécie se destaca por ser significativamente maior do que outros membros conhecidos de seu grupo taxonômico encontrados anteriormente. Enquanto a maioria das vespas desse gênero é diminuta, a C. orgonomecorum apresenta proporções que desafiam os padrões fósseis registrados na literatura científica.
Além do tamanho avantajado, a anatomia das asas revela padrões de nervuras complexos que são fundamentais para entender a mecânica de voo desses insetos primitivos. Os cientistas notaram que a robustez do corpo sugere uma adaptação específica ao ecossistema florestal denso que cobria a Península Ibérica durante a era dos dinossauros.
- Dimensões superiores à média observada no gênero Cretevania.
- Asas preservadas com transparência quase total e riqueza de detalhes.
- Abdômen alongado e estruturas sensoriais perfeitamente visíveis.
- Presença de patas traseiras robustas, indicando alta mobilidade.

Qual a importância desta vespa pré-histórica no âmbar para a ciência?
O registro fóssil em âmbar é um dos métodos mais eficientes para preservar tecidos biológicos, permitindo estudos de filogenia que sedimentos rochosos raramente possibilitam. Ao analisar este exemplar, a comunidade científica consegue reconstruir a árvore evolutiva das vespas parasitoides com uma precisão cronológica muito superior.
A presença dessa espécie na Europa há mais de 100 milhões de anos ajuda a mapear as rotas migratórias e a distribuição geográfica de insetos durante o Cretáceo. Abaixo, detalhamos os dados técnicos que tornam esta descoberta um marco para a paleontologia moderna e o estudo da biodiversidade antiga.
| Atributo do Fóssil | Informação Técnica |
|---|---|
| Era Geológica | Cretáceo Inferior (105 Ma) |
| Local do Achado | El Soplao, Cantábria (Espanha) |
| Status da Espécie | Nova Descoberta (C. orgonomecorum) |
| Nível de Detalhe | Ultra-alta definição em 3D |
Por que o âmbar de El Soplao é único no mundo?
A jazida de El Soplao é considerada um depósito de fósseis de qualidade excepcional devido à composição química única da resina produzida no local. Naquele período, as condições atmosféricas e a vegetação permitiram uma polimerização rápida, o que impediu a decomposição dos tecidos moles dos insetos aprisionados.
Graças a esse ambiente preservado, os cientistas conseguem visualizar não apenas o exoesqueleto de quitina, mas às vezes até estruturas internas e resquícios de pólen. Isso transforma cada fragmento de âmbar em um verdadeiro ecossistema miniaturizado, oferecendo dados valiosos sobre a interação entre fauna e flora pré-históricas.
O que o futuro reserva para a pesquisa desse fóssil?
Os pesquisadores planejam agora utilizar tecnologias de tomografia computadorizada de alta resolução para criar modelos digitais detalhados da vespa. Esse processo permite investigar a musculatura interna e o sistema digestivo do animal sem comprometer a gema de âmbar que o protege há milhões de anos.
Com esses dados volumétricos, será possível comparar a Cretevania orgonomecorum com espécies modernas de vespas de forma muito mais profunda. A expectativa é entender como esses insetos sobreviveram a eventos de extinção em massa e quais linhagens evolutivas deram origem às espécies que vemos hoje na natureza.
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