A Paramount Skydance aumentou o valor da sua oferta para comprar a Warner Bros. Discovery nesta semana, o que esquentou a briga pelo controle do estúdio. A empresa enviou essa nova proposta bem no final do prazo de sete dias que a Warner tinha dado para reabrir as conversas entre as duas.
A intenção é derrubar o combinado que a Warner já tinha com a Netflix, que oferecia US$ 27,50 por ação (negócio de aproximadamente US$ 83 bilhões). Agora, os chefes da Warner precisam decidir se a oferta da Paramount é realmente melhor; se eles aceitarem, a Netflix terá quatro dias para tentar cobrir o preço.
Paramount ofereceu preço mais alto e mostrou que tem dinheiro garantido para fechar o negócio
A Paramount Skydance melhorou sua oferta antiga, que era de US$ 30 por ação (aproximadamente R$ 155), para tentar resolver a dúvida da Warner sobre se ela teria dinheiro suficiente para pagar o combinado. A ideia deles é comprar a empresa inteira pagando em dinheiro vivo, diferente do modelo da Netflix, que pretendia separar algumas partes da companhia. Com esse movimento, a Paramount quer se transformar numa das maiores forças de Hollywood.
Um dos nomes que garantem o pagamento da Paramount é o bilionário Larry Ellison, dono da Oracle. Ele prometeu colocar mais de US$ 40 bilhões (R$ 207 bilhões) do próprio bolso e de outros investidores no negócio. Além disso, grandes bancos como o Bank of America e o Citigroup garantiram empréstimos para ajudar na compra. A Paramount também aceitou uma condição importante: deixar que a Warner continue mandando em si mesma e funcionando de forma independente até que o contrato seja totalmente assinado.
Os diretores da Warner vão analisar a nova proposta. Mas, por enquanto, ainda dizem aos seus acionistas para votarem no acordo com a Netflix em 20 de março. Analistas de mercado acreditam que, se o preço da Paramount chegar perto de US$ 34 por ação (R$ 176), a disputa pode acabar de vez. Por outro lado, a Netflix defende que o seu plano é melhor porque os sócios da Warner ainda ficariam com uma parte dos canais de TV a cabo, como a CNN.
Os governos da Europa e dos Estados Unidos acompanham tudo de perto, pois temem que uma única empresa passe a mandar demais no mercado de entretenimento. Políticos e profissionais do cinema estão preocupados com a possível perda de empregos e se haverá menos variedade de programas para o público assistir. E o resultado final dessa briga vai decidir quem se tornará o dono de sucessos mundiais.
(Essa matéria usou informações de Bloomberg, Reuters e Variety.)
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