As serpentes marinhas desenvolveram mecanismos biológicos fascinantes para dominar as profundezas do oceano, indo muito além da simples capacidade de prender o fôlego por longos períodos.
A evolução da respiração subaquática em répteis
Diferente da maioria dos répteis terrestres, que dependem exclusivamente da ventilação pulmonar, certas espécies marinhas adaptaram sua fisiologia para extrair recursos vitais diretamente do ambiente aquático. Essa evolução permitiu que esses animais ocupassem nichos ecológicos onde o acesso à superfície é limitado ou perigoso.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Adelaide, a espécie Hydrophis cyanocinctus possui uma rede complexa de vasos sanguíneos logo abaixo da pele do focinho e da testa, funcionando como um sistema auxiliar de oxigenação.
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Mergulho profundoA cobra submerge e utiliza o oxigênio armazenado em seu pulmão alongado para as atividades iniciais.
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Captação cutâneaAo atingir certas profundidades, a rede de vasos sanguíneos na cabeça começa a absorver o oxigênio da água.
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Extensão do tempoEsse suprimento extra permite que o animal permaneça submerso por muito mais tempo do que outras serpentes.
O segredo dos vasos sanguíneos no topo da cabeça
A pesquisa revelou que essa rede vascular funciona de forma análoga às guelras dos peixes, embora ocorra através da pele. Esse “pulmão extra” na região frontal oferece vantagens competitivas cruciais no ambiente marinho.
- Redução da necessidade de subir à superfície com frequência.
- Melhoria na oxigenação do cérebro durante mergulhos de alta pressão.
- Capacidade de caçar em fendas profundas sem interrupções imediatas.

Comparativo entre sistemas de respiração em serpentes
Para entender a magnitude dessa descoberta, é importante comparar como essa adaptação se diferencia dos métodos convencionais de respiração dos répteis.

Por que essa adaptação é vital para a sobrevivência oceânica
Viver no oceano exige que animais que respiram ar otimizem cada molécula de oxigênio disponível. A presença desses vasos sanguíneos especializados permite que a Hydrophis cyanocinctus mantenha níveis estáveis de energia metabólica mesmo quando está longe da atmosfera.
Essa estratégia biológica demonstra a incrível plasticidade da vida marinha, onde órgãos periféricos podem assumir funções vitais para garantir que a espécie prospere em um ambiente tão hostil e dinâmico quanto o mar aberto.
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