Conheça o Vera Rubin, novo sistema de IA da Nvidia que promete ser 10 vezes mais eficiente

Enquanto o mercado aguarda os resultados financeiros da Nvidia, a expectativa vai além dos números do trimestre. Os olhos da indústria estão voltados para o próximo grande lançamento da companhia: o sistema de inteligência artificial Vera Rubin, previsto para chegar ao mercado no segundo semestre deste ano.

O site CNBC teve acesso exclusivo ao novo equipamento na sede da empresa, em Santa Clara, na Califórnia, e relatou as primeiras impressões.

O sistema representa um avanço significativo em relação ao atual Grace Blackwell, que entrou em produção em 2024. Segundo a Nvidia, o Vera Rubin entregará até dez vezes mais desempenho por watt – um indicador crucial em um momento em que o consumo de energia se tornou um dos principais desafios para a expansão da IA.

O novo sistema é composto por cerca de 1,3 milhão de peças e reúne 72 GPUs da arquitetura Rubin e 36 CPUs Vera, fabricadas principalmente pela TSMC. Além dos chips principais, o equipamento depende de uma ampla cadeia global de suprimentos: mais de 80 fornecedores distribuídos em pelo menos 20 países contribuem com componentes que vão de sistemas de refrigeração líquida a módulos de energia e estruturas de computação.

Os racks do Vera Rubin pesam quase duas toneladas e concentram aproximadamente 1.300 microchips (número superior aos 864 presentes no Grace Blackwell). Diferentemente do modelo anterior, em que alguns componentes eram soldados à placa, o novo sistema adota um design modular. Cada superchip pode ser removido rapidamente de uma das 18 bandejas de computação, facilitando a manutenção e substituição.

A arquitetura também marca a estreia da Nvidia em um sistema totalmente resfriado a líquido. De acordo com executivos da empresa, o método reduz a necessidade de água em comparação com soluções tradicionais baseadas em evaporação.

Apesar do salto em eficiência energética, o Vera Rubin deve consumir cerca do dobro de energia do modelo anterior. No entanto, a Nvidia defende que o ganho de desempenho por unidade de energia compensa o aumento absoluto no consumo.

Os preços também devem aumentar. A empresa não divulga valores oficiais, mas estimativas do setor apontam que cada rack pode custar entre US$ 3,5 milhões e US$ 4 milhões, cerca de 25% acima do preço do Grace Blackwell.

Vera Rubin deve ser lançado ainda neste ano (Imagem: Divulgação/Nvidia)

Nvidia na vanguarda do mercado de chips

A Nvidia vive um momento estratégico. A empresa é líder no mercado de chips para IA, mas enfrenta concorrência crescente da AMD, Broadcom e de big techs que estão trabalhando em seus próprios processadores (a exemplo do Google e da Amazon).

Mesmo assim, o Vera Rubin já conta com clientes de peso. A Meta anunciou planos de adotar o sistema em seus data centers até 2027. OpenAI, Anthropic, Amazon, Google e Microsoft estão entre os potenciais compradores.

Porém, a expansão da IA em larga escala trouxe outro desafio: a demanda crescente por memória está provocando escassez no mercado. Executivos da Nvidia defendem que a companhia tem trabalhado com previsões detalhadas junto aos fornecedores e que a escassez não deve afetar a produção.

Para analistas consultados pela CNBC, o lançamento do Vera Rubin ocorre em um ambiente de diversificação estratégica por parte das grandes empresas de tecnologia, que buscam reduzir dependência de um único fornecedor. Com isso, a Nvidia aposta na complexidade técnica e na integração de seus sistemas como diferencial competitivo, visando consolidar sua presença como líder do mercado.

O post Conheça o Vera Rubin, novo sistema de IA da Nvidia que promete ser 10 vezes mais eficiente apareceu primeiro em Olhar Digital.

Related posts

Promoção no site da Stanley: copo Quencher e Tumbler com até 50% OFF

‘Circule para Pesquisar’ agora identifica mais de um objeto ao mesmo tempo

Galaxy S26: confira os 6 melhores recursos da nova linha de celulares