O mercado global de carros elétricos superou a marca de 20,7 milhões de unidades vendidas em 2025, com um crescimento de 20% em comparação a 2024. É o que revela um levantamento da Benchmark Mineral Intelligence divulgado nesta semana. O avanço consolidou a eletrificação como uma tendência resiliente, mesmo diante de um cenário de mudanças bruscas em políticas de incentivos e novos desafios econômicos.
A expansão foi puxada pela Europa e por países emergentes, que compensaram o recuo inédito do mercado na América do Norte. Esse novo mapa da mobilidade mostra que, enquanto regiões tradicionais perdem fôlego, o interesse global por veículos que dispensam combustíveis fósseis continua a ganhar território.
Europa e países emergentes lideram a nova fase da eletrificação mundial
A Europa assumiu o posto de motor do crescimento global com uma alta de 33% nas vendas, totalizando 4,3 milhões de veículos emplacados. Mercados como a Alemanha e o Reino Unido registraram avanços robustos, ignorando a flexibilização temporária de metas de emissão na região.

Já no chamado “resto do mundo”, que engloba a América do Sul e o Sudeste Asiático, o salto foi ainda maior: chegou a 48%, impulsionado pela oferta agressiva de modelos chineses da BYD e outras fabricantes que buscam novos mercados fora da China.
O contraponto veio da América do Norte, a única grande região a registrar queda, com um recuo de 4% nas vendas totais. O principal motivo foi o fim do crédito tributário de US$ 7,5 mil (aproximadamente R$ 40 mil) nos Estados Unidos, que gerou um pico de compras em setembro seguido por um tombo de 49% no último trimestre. Com a mudança de postura política no governo americano, montadoras como a GM já revisaram planos, cancelando contratos de fornecimento de baterias para focar novamente na produção de motores a combustão.
Para 2026, o cenário exige cautela, com a previsão de que o mercado dos EUA encolha quase um terço devido à falta de subsídios e leis de apoio. Na China, que cresceu 17% em 2025, o novo desafio será o fim da isenção total de impostos, o que deve desacelerar as vendas domésticas no curto prazo. Ainda assim, a demanda global por baterias de lítio subiu 29%, reforçando que a infraestrutura industrial da transição energética continua em marcha, agora alimentada por novos polos de consumo mundo afora.
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