O Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) recebeu, pela primeira vez, um Airbus A380 da companhia australiana Qantas na noite de domingo (22). O voo QF043 partiu de Sydney e completou o trajeto de 13.367 km em 14 horas e 49 minutos. A operação é considerada um marco histórico por estabelecer a primeira conexão direta entre as duas cidades feita por uma aeronave comercial.
O pouso mobilizou entusiastas e plataformas de monitoramento. A empresa confirmou tratar-se de uma operação especial de fretamento, não de uma nova rota regular. Mas não divulgou oficialmente o motivo da viagem. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam a chegada do gigante por meio de transmissões ao vivo e rastreamento digital.
O “Superjumbo” de matrícula VH-OQA permaneceu em solo brasileiro por poucas horas, decolando de volta para a Austrália às 5h50 desta segunda-feira (23). Mas, afinal, o que faz desse avião “super”?
Airbus A380: Por dentro do ‘Superjumbo’ que pousou em Guarulhos
O Airbus A380-800 é considerado o maior avião comercial do mundo. Para a Qantas, a aeronave tem valor simbólico: é o primeiro exemplar do modelo entregue à frota da companhia em 2008. Confira abaixo um “raio-x” da aeronave:
- Capacidade: Tipicamente 525 passageiros em três classes, podendo chegar a 853 em configuração de classe única;
- Dimensões: 73 metros de comprimento, 24 metros de altura (equivalente a um prédio de oito andares) e 80 metros de envergadura;
- Peso: Peso máximo de decolagem (MTOW) de 575 toneladas;
- Motorização: Quatro motores (Rolls-Royce Trent 900 ou Engine Alliance GP7200), cada um com empuxo de cerca de 70.000 lbs;
- Performance: Velocidade de cruzeiro de Mach 0.85 (aprox. 903 km/h) e alcance de até 15,2 mil km.
O pouso do gigante no Brasil foi registrado pelo spotter Ítalo Loiola. Confira abaixo:
Para quem não sabe: spotters são entusiastas que ficam em pontos estratégicos para observar e registrar o movimento de aeronaves em aeroportos.
Espaço extra e ‘renascimento’ pós-pandemia
Ao contrário do Boeing 747, o A380 possui dois andares que se estendem por quase toda a fuselagem. Eles oferecem 49% mais área de piso que o concorrente da Boeing. Operadoras como a Emirates utilizam o espaço extra para oferecer comodidades exclusivas, como chuveiros para a Primeira Classe e bares/lounges de uso comum.
Outra curiosidade: o modelo é conhecido por ser um dos mais silenciosos da categoria. Isso graças a tecnologias que reduzem significativamente o ruído na cabine.
A Airbus encerrou a fabricação em 2021 devido à mudança do mercado para bimotores mais eficientes (como o A350 e o B787). O último exemplar foi entregue à Emirates em dezembro de 2021.

O A380 foi projetado para o modelo “hub-to-hub” (grandes aeroportos conectando passageiros), mas a aviação migrou para o modelo “point-to-point” (voos diretos entre cidades menores). Além disso, ter quatro motores consome mais combustível e exige manutenção mais cara do que os novos jatos bimotores de longo alcance.
Apesar do fim da produção, o modelo vive um “renascimento” pós-pandemia. Em 2026, cerca de 177 aeronaves seguem operacionais. Entre as principais empresas com a aeronave em suas frotas, estão: Emirates (maior frota, com mais de 110 unidades), Singapore Airlines, British Airways, Lufthansa, Qantas e Qatar Airways.
Atualmente, a Emirates é a única a operar o A380 em voos regulares para o Brasil, conectando São Paulo (Guarulhos) a Dubai.
(Essa matéria usou informações de Lufthansa, R7, Qantas e Wikipedia.)
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