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Governo Trump mira leis de dados para favorecer IA e big techs dos EUA

by Fesouza
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O governo de Donald Trump deu ordens para que diplomatas dos Estados Unidos pressionem contra leis de outros países que tratam da soberania de dados, revelou a Reuters nesta quarta-feira (25).

Um documento interno do Departamento de Estado, assinado pelo Secretário Marco Rubio, afirma que essas regras prejudicam as empresas de tecnologia e a criação de serviços de inteligência artificial (IA).

Mas o que é soberania de dados? Em resumo, é o princípio de que as informações digitais estão sujeitas às leis do país onde foram coletadas. O que você precisa saber é:

  • Isso significa que um governo exige autoridade sobre como os dados de seus cidadãos e empresas são armazenados e tratados, impedindo que fiquem submetidos apenas às regras de nações estrangeiras ou de gigantes da tecnologia;
  • O objetivo é assegurar controle jurídico, privacidade e segurança nacional sobre o fluxo de informações dentro das fronteiras de cada Estado.

EUA intensificam ofensiva contra barreiras regulatórias da Europa e influência da China

O governo americano argumenta que essas leis de soberania de dados são prejudiciais por vários motivos. Entre os principais, estão:

  • Barreira para a IA: Como os modelos precisam de volumes massivos de dados para funcionar, essas restrições poderiam limitar o avanço da tecnologia;
  • Aumento de custos e riscos: O governo Trump afirma que essas leis aumentam os custos operacionais, geram riscos de cibersegurança e interrompem o fluxo global de dados;
  • Censura e controle: Os EUA alegam que muito controle governamental sobre os dados pode facilitar censura e prejudicar liberdades civis.

Os diplomatas americanos foram encarregados de:

  • Monitorar propostas de leis que restrinjam o fluxo de dados;
  • Promover o Fórum Global de Regras de Privacidade Transfronteiriças, grupo liderado pelos EUA que defende o livre fluxo de informações com proteção à privacidade;
  • Combater outras regulamentações digitais, como a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, que obriga redes sociais a removerem conteúdos ilegais.
Montagem com imagem da bandeira da União Europeia sobrepondo foto de pessoa tocando em martelo usado em julgamentos na Justiça
Documento assinado pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, cita o GDPR da União Europeia como exemplo de regra “desnecessariamente onerosa” (Imagem: RaffMaster/Shutterstock)

Como você já deve ter percebido, a Europa é um dos principais focos dessa disputa. O comunicado cita especificamente o GDPR (sigla em inglês para Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) da União Europeia como exemplo de regra “desnecessariamente onerosa”.

Enquanto administrações anteriores (leia-se: governo Biden) tentavam “conquistar” os clientes europeus, a administração atual adota uma postura mais assertiva e confrontadora. Isso porque exige que as regulamentações de privacidade locais não atrapalhem os negócios americanos.

O documento também menciona a China, acusando o país de usar projetos de infraestrutura tecnológica para expandir políticas de dados restritivas. Para o governo Trump, isso permitiria vigilância e ganho de influência estratégica global.

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