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Grok limita criação de imagens para assinantes do X após denúncias

by Fesouza
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A empresa de inteligência x.AI, dona da rede social X, restringiu a criação ou edição de imagens pelo chatbot Grok. A partir de agora, somente usuários que pagam por alguma modalidade de assinatura da plataforma podem pedir esse tipo de conteúdo.

A limitação foi imposta após dias de denúncias e críticas sobre o uso da IA generativa de imagens, que é capaz até de editar fotos postadas por outras pessoas. O Grok foi amplamente usado para criar imagens abusivas de mulheres e crianças com IA, incluindo troca de peças de roupa e outras manipulações.

Legisladores da União Europeia e do Reino Unido pediram ações por parte da plataforma, mas o governo britânico em especial não está satisfeito com a atitude. Como aponta a BBC, o recurso só foi transformado em um serviço “premium” e não encerrado.

Em outras palavras, a ação não proíbe a IA de seguir removendo as roupas ou colocando outras vestimentas em fotos de outros usuários, especialmente mulheres. Na verdade, ele apenas bloqueia a função para quem paga os planos da companhia, que no Brasil custam a partir de R$ 28 ao mês na versão Premium e R$ 170 mensais na modalidade Premium+.

Restrição não é total

Como aponta o site The Verge, porém, o X só restringiu a edição de imagens no Grok para assinantes se você solicitar a imagem nas respostas da rede social.

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Pedir edições para o Grok ainda é possível para usuários não pagantes no X, caso você use o botão de atalho do recurso. (Imagem: TecMundo/Nilton Kleina)

Em outras formas de acesso ao X, como no botão “Editar” em qualquer imagem publicada na plataforma, ou então no aplicativo e no site do próprio Grok, ainda é possível solicitar modificações mesmo sem ser um usuário pagante — e ele também segue modificando as peças de roupa das pessoas retratadas.

O que diz o X

Pouco depois das primeiras denúncias, o próprio Grok chegou a “pedir desculpas” pelo ocorrido, mas sem validação por parte de alguma pessoa por trás do serviço e ainda mantendo a prática de criar as imagens.

Em 4 de janeiro, o perfil responsável por avisos de segurança do X confirmou que a  plataforma combate conteúdo ilegal, “incluindo material de abuso sexual infantil (CSAM), removendo-o, suspendendo permanentemente contas e trabalhando com governos locais e autoridades policiais, conforme necessário”.

O X segue sem uma liderança formal desde a saída de Linda Yaccarino do cargo de CEO, em julho de 2025. Musk, porém, absorveu a rede social e agora posiciona ela dentro da x.AI, empresa que tem ele mesmo como atual gerente.

We take action against illegal content on X, including Child Sexual Abuse Material (CSAM), by removing it, permanently suspending accounts, and working with local governments and law enforcement as necessary.

Anyone using or prompting Grok to make illegal content will suffer the… https://t.co/93kiIBTCYO

— Safety (@Safety) January 4, 2026

Musk está ciente das possibilidades da ferramenta: ele reagiu dias atrás a montagens feitas pelo Grok usando a própria imagem do empresário. Além disso, na última semana, ele confirmou que “qualquer pessoa que utilize o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que quem fizer o upload de conteúdo ilegal“.

Até agora, não há informações se alguma ação judicial por parte do X já foi tomada contra os conteúdos ilegais criados pelo Grok. Além disso, não há qualquer declaração a respeito do abuso também existente contra as usuárias adultas.

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