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Guerra dos chips: China acaba de dificultar a vida de seus concorrentes

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China responde por quase a totalidade dos minerais usados mundialmente na fabricação de chips de computador. E, em meio às sanções impostas pelos Estados Unidos contra o país, os chineses viram uma oportunidade de revidar contra os norte-americanos.

Pequim anunciou nas últimas semanas uma série de medidas que tornam ainda mais difícil para as empresas estrangeiras, particularmente as fabricantes de semicondutores, comprar metais e outros minerais extraídos e refinados na China. O objetivo destas novas restrições é garantir a manutenção do domínio de mercado chinês.

China vai decidir quais empresas poderão receber os produtos

A partir de agora, os exportadores devem fornecer às autoridades chinesas rastreamentos detalhados e um passo a passo de como as remessas dos materiais serão usadas nas cadeias de suprimentos ocidentais. Isso concede à China uma maior autoridade para decidir quais empresas estrangeiras podem receber os suprimentos.

Ao mesmo tempo, Pequim está assumindo uma maior propriedade corporativa sobre a mineração e a produção dos metais. As duas últimas refinarias de propriedade estrangeira no país estão sendo adquiridas por companhias estatais, deixando 100% da produção nas mãos do governo. As informações são do The New York Times.

Novas restrições dão à China uma maior autoridade para decidir quais empresas estrangeiras podem receber os suprimentos (Imagem: H_Ko/Shutterstock)

Em setembro deste ano, o Ministério do Comércio da China já havia restringido as exportações de antimônio, um material usado em semicondutores, explosivos militares e outros armamentos. No ano passado, Pequim ainda estabeleceu novos controles de exportação de dois outros elementos químicos, gálio e germânio, também necessários para fabricar chips.

Em meio a este cenário, a Casa Branca emitiu um comunicado recentemente afirmando que “a China conquistou o mercado de processamento e refino de minerais críticos, deixando os EUA e nossos aliados e parceiros vulneráveis a choques na cadeia de suprimentos e minando a segurança econômica e nacional. Já os chineses dizem que estão tomando medidas para conservar recursos naturais escassos, desencorajar a proliferação de armas e proteger a segurança nacional do país.

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EUA querem impedir acesso da China aos chips semicondutores (Imagem: William Potter/Shutterstock)

Disputa pela hegemonia tecnológica mundial

Além de fomentar a produção nacional de chips e o desenvolvimento da inteligência artificial, o governo dos Estados Unidos tenta impedir o acesso da China aos produtos.

O movimento tem sido chamado de “guerra dos chips“.

Pequim foi impedida não apenas de importar os chips mais avançados, mas também de adquirir os insumos para desenvolver seus próprios semicondutores e supercomputadores avançados, e até mesmo dos componentes, tecnologia e software de origem americana que poderiam ser usados para produzir equipamentos de fabricação de semicondutores para, eventualmente, construir suas próprias fábricas para fabricar seus próprios chips.

Além disso, cidadãos norte-americanos não podem mais se envolver em qualquer atividade que apoie a produção de semicondutores avançados na China, seja mantendo ou reparando equipamentos em uma fábrica chinesa, oferecendo consultoria ou mesmo autorizando entregas a um fabricante chinês de semicondutores.

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