Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto ao Irã na manhã deste sábado (28), com ações confirmadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em redes sociais. Movimentações de grupos cibernéticos já são registradas e, entre elas, está a formação de uma aliança islâmica pró-Irã entre hackativistas e até grupos cibercriminosos.
- Em atualização
O primeiro chamado veio do Handala Group, que já atacou empresas israelenses de combustível em 2025. Ainda neste ano, o Handala disparou alertas de foguetes e músicas sobre terrorismo em escolas de Israel.
Hoje, um canal no mensageiro Telegram chamado “Cyber Islamic Resistance” pede uma mobilização geral de todos grupos hackativistas e cibercriminosos. Ainda, afirma que há uma falha explorável no aplicativo do Comando da Defesa Civil de Israel — não é possível aferir essa informação no momento.
Uma das ações já realizadas envolve o site de notícias de Israel News, que foi tirado do ar após um ataque DDoS (ataque de negação de serviço) pelo grupo RipperSec. Outros domínios israelenses que foram derrubados, supostamente, envolveriam empresas como B Communications Ltd e Israel Bonds.
“O começo de ciberataques massivos nas próximas horas. Não temos limites para os traidores da região. Preparem-se para a destruição da sua infraestrutura”, alertou o Handala Group no X.
Até o momento, são mais de 20 grupos cibernéticos pró-Irã que se uniram para atacar sistemas de Israel e Estados Unidos. Entre os mais reconhecidos por ações destrutivas ou comoção local, estão o APT Iran, o Cyb3rDrag0nzz, o Cyber Fattha, o RipperSec e o já citado Handala.
O Cyb3rDrag0nzz também se posicionou no Telegram. O grupo enviou a seguinte mensagem: “Anunciamos a adesão da equipe Cyb3rDrag0nzz à Sala de Operações Eletrônicas do Eixo da Resistência Islâmica. Nossos irmãos aprenderam a verdade sobre os americanos e os israelenses, e agora estão nas linhas de frente da grande batalha. Como prometemos a vocês, nós os esmagaremos e daremos fim aos anos de colonialismo americano e sionista na região”.