Em atividade desde 2008, a diretora Chloé Zhao construiu sua carreira desenvolvendo dramas intimistas, profundos e repletos de simbologia. E é justamente isso que ela entrega em Hamnet, uma romantização da história do autor William Shakespeare que está conquistando grande sucesso crítico.
Até mesmo por isso, é estranho pensar que a ganhadora do Oscar por Nomadland também se envolveu com o universo Marvel. Enquanto seu trabalho mais recente pouco tem a ver com o formato de Eternos (2021), a diretora revelou que os dois filmes compartilham um elemento bastante forte.
Qual é a ligação entre Eternos e Hamnet?
Em uma entrevista ao CinemaBlend, Zhao revelou que Eternos e Hamnet realmente têm um elemento em comum. No entanto, ele não tem a ver com a trama ou com o tom dos longas, mas sim ao fato de ambos usarem cores como um elemento que ajuda a caracterizar cada um de seus personagens.
- Ao site, a diretora afirmou que as duas obras usam cores e símbolos para identificar as características de seus protagonistas;
- “Personagens arquetípicos, símbolos e cores são realmente importantes em minhas narrativas”, explicou;
- “Então, essa é a segunda vez que dei cores aos personagens principais. Em Eternos, eu fiz a mesma coisa. Então eles as usam durante todo o filme”, continuou;
- Segundo a diretora, ela decidiu explorar essa ideia pela primeira vez no filme da Marvel — que torna o processo mais fácil, dado o histórico da editora de dar uniformes a seus personagens;
- Apesar de o filme de quadrinhos ter sido um fracasso de crítica, Zhao gostou do resultado da técnica e decidiu reaproveitá-la em Hamnet.
Ao CinemaBlend, a diretora também explicou que deu a Shakespeare a cor azul, porque ela representa o intelecto e o céu, entre outros elementos. Já sua esposa, Agnes, usa roupas vermelhas, que simbolizam uma pessoa mais guiada ao coração e a terra, que surge em oposição aos céus — e isso ajuda a explicar muito sobre as dinâmicas que eles apresentam em tela.
Eternos e Hamnet mostram lados opostos da cineasta
Atualmente em cartaz nos cinemas, Hamnet é uma romantização de um evento real que marcou a vida de William Shakespeare. O longa, com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, mostra como a morte do jovem Hamnet afetou o famoso autor e sua esposa Agnés, e dedica a maior parte do seu tempo ao tema do luto.
O resultado é oposto ao de Eternos (47% de aprovação), que tenta conciliar uma história sobre dinâmicas familiares a lutas contra seres grandiosos e alienígenas. Criticado por seu ritmo e por não desenvolver bem seus temas, o longa também foi bastante prejudicado pela pandemia da COVID-19. Apesar de ter registrado mais de US$ 400 milhões em bilheteria, o longa não recebeu uma sequência e até hoje sua cena pós-créditos segue sem uma continuação.
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